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Padre de 103 anos morre durante oração no Rio de Janeiro

O padre José Luciano Jacques Penido morreu na sexta-feira (9), aos 103 anos, enquanto rezava a A...

O padre José Luciano Jacques Penido faleceu na última sexta-feira, dia 9, aos 103 anos, enquanto rezava a Ave Maria na Igreja de Santo Afonso, localizada no bairro da Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro. O religioso estava acompanhado por outros sacerdotes e passou seus últimos momentos em oração. O padre Sérgio Luiz e Silva, que estava presente, relatou que Penido faleceu por volta das 18h. Durante uma missa, ele expressou: “Os olhos do padre Penido agora contemplam o Redentor”, ressaltando a serenidade do momento de sua partida.

Vida e legado do padre Penido

Nascido em 18 de outubro de 1922, na cidade de Belo Vale, em Minas Gerais, o padre Penido viveu a maior parte de sua vida no Rio de Janeiro. Ele era conhecido por sua postura crítica e pelo envolvimento com questões sociais, sempre buscando interpretar a realidade brasileira à luz da fé. O padre Sérgio Luiz e Silva destacou que Penido era um grande devoto de Nossa Senhora, frequentemente rezando Ave-Marias, o que refletia sua profunda espiritualidade.

Contribuições para a cultura e a comunidade

Além de seu trabalho espiritual, o padre Penido teve um papel significativo na promoção da cultura e da memória histórica de sua região. Ele fundou o Museu do Escravo em Belo Vale, uma iniciativa que preserva a história e a identidade de sua comunidade. A importância de sua obra foi destacada na rede social do museu, que afirmou: “Sua trajetória de vida, marcada pela caridade e pelo sacerdócio fiel, deixa uma marca indelével na história de Belo Vale.”

Cerimônias de despedida

O velório do padre Penido ocorreu no último sábado, dia 10, na Paróquia Santo Afonso, onde ele havia passado seus últimos momentos. No dia seguinte, o corpo foi trasladado para a Capela do Cemitério da Glória, em Juiz de Fora, Minas Gerais, onde ele foi sepultado. A cerimônia de sepultamento aconteceu no mesmo dia, no Cemitério Redentorista, marcando o fim de uma vida dedicada ao serviço religioso e à caridade.

Repercussão e homenagens

A morte do padre Penido gerou uma onda de homenagens e lembranças de sua contribuição à sociedade. Seus amigos e fiéis destacaram não apenas sua dedicação à Igreja, mas também seu papel como um defensor dos direitos humanos e da justiça social. A comunidade católica e os moradores de Belo Vale lamentam a perda de um líder espiritual que deixou um legado duradouro em suas vidas.

O impacto de sua obra

O trabalho do padre Penido, tanto na Igreja quanto na sociedade, é um exemplo de como a fé pode se traduzir em ações concretas em prol da comunidade. Sua fundação do Museu do Escravo não apenas preserva a história de um período importante do Brasil, mas também educa as futuras gerações sobre a importância da memória e da identidade cultural. Através de suas iniciativas, ele se mostrou um defensor incansável da dignidade humana e da cultura local.

Fonte: https://jovempan.com.br

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