Fonte de dados meteorológicos: Wetter vorhersage 30 tage

PUBLICIDADE

PCC Planejou Atentados Contra Promotor e Coordenador de Presídios em SP

Reprodução

Uma minuciosa investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil revelou um plano elaborado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para assassinar o promotor de Justiça Lincoln Gakiya e o coordenador de presídios Roberto Medina. A ordem para os ataques partiu da cúpula da organização criminosa, expondo a audácia e o nível de detalhamento do planejamento.

As apurações revelaram que o PCC chegou a alugar uma casa de luxo a menos de um quilômetro da residência do promotor Lincoln Gakiya, em Presidente Prudente. O imóvel servia como base para monitorar a rotina do promotor e dos policiais responsáveis por sua segurança, além de funcionar como ponto de distribuição de drogas, conforme constatado por imagens aéreas. O plano era atacar Gakiya no trajeto para o trabalho. O promotor integra o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e investiga as lideranças da facção há mais de duas décadas.

O coordenador de presídios Roberto Medina, responsável por unidades na Região Oeste de São Paulo, também teve sua rotina mapeada pelos criminosos. Fotos e vídeos de seu trajeto diário foram apreendidos com os suspeitos, que demonstravam preocupação em não serem filmados próximos à residência de Medina.

A investigação expôs a existência de uma célula criminosa organizada de forma compartimentada e altamente disciplinada, onde cada integrante tinha uma função específica, desconhecendo o plano completo, dificultando a detecção da trama. O grupo era encarregado de fazer levantamentos detalhados da rotina de autoridades públicas e seus familiares, com o objetivo de preparar atentados contra esses alvos.

A investigação teve início em julho, com a prisão de Vitor Hugo da Silva, por tráfico de drogas. A análise do celular de Silva revelou o plano contra Roberto Medina, levando à identificação de outros suspeitos, incluindo Wellison Rodrigo Bispo de Almeida e Sérgio Garcia da Silva. Conversas encontradas no celular de Sérgio Garcia da Silva indicavam seu envolvimento nos planos de assassinato tanto de Medina quanto de Gakiya, incluindo prints do trajeto diário do promotor.

A operação cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em diversas cidades do estado de São Paulo. A Justiça também determinou a quebra dos sigilos telefônico e telemático dos suspeitos, buscando coletar provas que ajudem a identificar outros participantes e mapear a cadeia de comando da facção. Embora o monitoramento de Medina e Gakiya tenha começado em julho, a Polícia Civil não vê conexão direta com o assassinato de um ex-delegado-geral em Praia Grande, ocorrido no mesmo período.

Fonte: gazetabrasil.com.br

Leia mais

PUBLICIDADE