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Petrobras: visões opostas nos planos de Flávio e Lula

A Petrobras virou ponto de divergência nos planos de governo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a próxima eleição presidencial.

O senador fluminense não cita a estatal em seu documento, enquanto o presidente a menciona 11 vezes, posicionando-a como centro da política energética.

O plano de Flávio Bolsonaro, com 75 páginas, foca na ampliação da exploração de gás no pré-sal e na modernização do refino, sem qualquer menção à Petrobras. Embora não proponha abertamente a privatização, o documento afirma que “o papel do Estado não é ser o empresário”, sinalizando uma possível retomada do Programa Nacional de Desestatização.

A proposta do senador também destaca a Nova Lei do Gás, aprovada em 2021 durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro. O texto defende a expansão da rede de escoamento de gás, buscando atrair investimentos privados e a prática do fracking para exploração de gás não convencional, uma técnica questionada ambientalmente e ainda não usada no Brasil.

Em contraste, o programa de Lula dedica 11 menções à Petrobras, apresentando-a como protagonista. O documento ressalta a retomada de investimentos em óleo e gás, recordes de produção e a volta da empresa ao refino, gás e fertilizantes.

O plano petista projeta a ampliação da exploração e investimentos em campos maduros, além do retorno da estatal ao segmento de distribuição de combustíveis. Também prevê a expansão da Transpetro e a atuação da Petrobras na transição energética e em biocombustíveis, defendendo sua 'nova política de preços'.

Apesar das diferenças, os planos de ambos os pré-candidatos convergem na intenção de desenvolver a indústria nacional de fertilizantes para reduzir a dependência externa. Flávio Bolsonaro prioriza a produção a partir de gás natural e reservas minerais, enquanto Lula destaca a retomada recente da produção em três unidades da Petrobras.

As abordagens distintas para a Petrobras prometem ser um dos temas centrais do debate eleitoral, com grande impacto no futuro energético do país.

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