A Petrobras prevê que as exportações de petróleo para a China retornarão aos níveis habituais em breve. A diretora Angélica Laureano fez o anúncio nesta sexta (7), após os resultados do 2º trimestre de 2026.
O mercado chinês, vital para a estatal, registrou uma queda de 37% nas compras no segundo trimestre em comparação com os três primeiros meses do ano. A redução foi atribuída a diversos fatores.
Segundo Laureano, a China diminuiu o processamento de petróleo em suas refinarias, restringiu as exportações de derivados e viu uma retração na demanda interna por combustíveis. O país também consumiu parte de seus estoques comerciais.
A redução buscou proteger a China da alta dos preços internacionais, impulsionada por conflitos no Oriente Médio e restrições no Estreito de Ormuz. A Petrobras, contudo, avalia que esse movimento é temporário e que a demanda chinesa deve se recuperar.
Apesar da retração nas vendas para o gigante asiático, as exportações totais de petróleo da Petrobras cresceram 12,2% no trimestre, atingindo quase 1 milhão de barris por dia. Mercados como Índia, Europa e outros países da Ásia compensaram a baixa.
A situação segue sendo monitorada de perto pela estatal.