Um relatório da Polícia Federal (PF) aponta o ex-governador Cláudio Castro (PL) como peça-chave na proteção e favorecimento do Grupo Refit, do empresário Ricardo Magro, no Rio de Janeiro.
A investigação, parte da Operação Sem Refino deflagrada na última sexta-feira (15), mira fraudes bilionárias, lavagem de dinheiro e corrupção no conglomerado de combustíveis. Castro foi alvo de buscas, e Magro teve mandado de prisão expedido.
Segundo a PF, Castro teria usado sua influência para criar um ambiente institucional favorável ao esquema criminoso da Refit. O documento descreve uma série de medidas políticas, administrativas e jurídicas, incluindo a troca estratégica de cargos no alto escalão do governo e a sanção de leis sob medida para a empresa.
Entre as ações citadas está a aprovação da Lei Complementar 225/2025, apelidada de “Lei Ricardo Magro”, que concedeu descontos de até 95% em multas e juros para empresas em recuperação judicial. A Refit, que devia bilhões ao estado, foi diretamente beneficiada.
A PF conclui que a máquina pública fluminense, sob as diretrizes de Castro, teria se engajado em prol do conglomerado de Ricardo Magro, mesmo diante de graves irregularidades. O passivo tributário do grupo Refit já supera R$ 52 bilhões, afetando diretamente os cofres públicos do Rio de Janeiro.
O caso segue em apuração.