A Polícia Federal bloqueou R$ 6,1 milhões em bens do ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG) na última segunda-feira (6). A ação faz parte de uma investigação que apura sua atuação política.
A corporação acusa Cunha de operar como um "agente privado", com influência política igual a de parlamentares, direcionando verbas federais sem qualquer autorização institucional, o que configura um "gravíssimo" desvio de finalidade.
O bloqueio dos valores foi determinado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A PF detalhou que, mesmo sem mandato desde 2016, o ex-deputado mantinha uma "considerável" cota para destinar recursos a redutos eleitorais.
As investigações ressaltam que as emendas parlamentares são destinadas a representantes eleitos e não podem ser subordinadas a esquemas informais, coordenados por quem não responde mais ao eleitorado ou às regras republicanas de transparência.
Além de Cunha, a PF também concluiu que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sem mandato, indicou ao menos R$ 119 milhões em emendas, tendo seus bens bloqueados na última sexta-feira (10). A defesa de Eduardo Cunha afirma que ele nunca apresentou as emendas mencionadas e sempre agiu dentro da lei. O caso segue em apuração.