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PF intensifica investigação sobre Rioprevidência em Santa Catarina

Tempo Real RJ

A Polícia Federal (PF) realiza uma nova fase de investigações relacionadas ao Rioprevidência, o fundo previdenciário dos servidores do estado do Rio de Janeiro. Na manhã desta quarta-feira, 11 de outubro de 2023, agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, visando coletar informações e provas sobre possíveis irregularidades na gestão dos recursos do fundo. As ações ocorreram em endereços vinculados a indivíduos sob suspeita de envolvimento em atividades ilícitas que podem ter comprometido a segurança financeira da autarquia.

Apreensão de dinheiro e veículos de luxo

Durante as operações em Balneário Camboriú, os agentes da PF conseguiram apreender uma mala contendo dinheiro em espécie, que foi jogada pela janela do apartamento assim que os policiais chegaram ao local. Além do dinheiro, duas veículos de luxo e smartphones também foram confiscados em uma outra busca realizada em Itapema. Esses bens são considerados essenciais para a investigação, que busca identificar a origem e o destino dos recursos envolvidos nas transações suspeitas.

Alvos da operação

Os alvos da operação, que teve início em janeiro de 2023, incluem o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, e dois ex-diretores de investimentos da autarquia, Pedro Pinheiro Guerra Leal e Eucherio Lerner Rodrigues. A PF investiga se esses indivíduos participaram de práticas fraudulentas que prejudicaram o fundo e seus beneficiários, que incluem aproximadamente 235 mil servidores aposentados e pensionistas.

Irregularidades nas aplicações financeiras

A investigação gira em torno de aplicações financeiras feitas pelo Rioprevidência no Banco Master, que foi liquidado recentemente pelo Banco Central do Brasil. Entre novembro de 2023 e julho de 2024, o fundo previdenciário investiu cerca de R$ 970 milhões na instituição, sem a devida cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que levanta suspeitas sobre a segurança e a legalidade dessas transações.

Alerta do Tribunal de Contas

As irregularidades nas aplicações financeiras já haviam sido sinalizadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), que monitorava as movimentações do Rioprevidência há mais de um ano. Em outubro de 2025, a Corte emitiu um alerta formal, destacando a irresponsabilidade na gestão dos recursos e proibindo novos investimentos em ativos relacionados ao Banco Master. Esse histórico de alertas ressalta a gravidade da situação e a necessidade de uma investigação aprofundada.

Consequências e próximos passos

A nova fase da operação "Barco de Papel" tem como objetivo não apenas recuperar os valores e bens desviados, mas também responsabilizar os envolvidos nas irregularidades, garantindo que os recursos do Rioprevidência sejam geridos de forma transparente e segura. A PF continua a trabalhar em conjunto com outras instituições de controle para aprofundar as apurações e evitar que casos semelhantes ocorram no futuro.

Impacto na aposentadoria dos servidores

A situação do Rioprevidência é preocupante, não apenas pela quantidade de recursos envolvidos, mas também pelas implicações diretas para os servidores aposentados e pensionistas. Com a gestão dos recursos em questão, a segurança financeira desses beneficiários está em risco, o que exige uma resposta rápida e eficaz das autoridades competentes para restabelecer a confiança no sistema previdenciário do estado.

Fonte: https://temporealrj.com

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