A Polícia Federal (PF) realizou buscas nesta terça-feira (22) contra um coronel da Polícia Militar, figura central na investigação sobre o fuzil apreendido com o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella.
A ação visa esclarecer como a arma de uso restrito da corporação foi encontrada no carro do político durante sua prisão em flagrante, ocorrida em julho deste ano.
A apuração revelou que o coronel teria sido o responsável pela cautela do armamento dentro da PM. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Até o momento, a PF não divulgou o nome do oficial nem o que foi apreendido.
O incidente remonta à 6ª fase da Operação Unha e Carne. Canella, que era alvo de busca e apreensão por lavagem de dinheiro, acabou preso em flagrante após a descoberta de um fuzil calibre .556 no porta-malas de seu veículo.
Na época, o ex-prefeito alegou que a arma pertencia a um sargento da PM que atuava em sua segurança pessoal, negando posse irregular. Ele foi solto quatro dias depois por decisão de Moraes, que revogou as restrições posteriormente, afirmando falta de provas diretas de sua participação nas operações financeiras.
A apreensão do fuzil gerou impacto no governo do estado, que determinou o recadastramento obrigatório de todas as armas de uso restrito cedidas a outros órgãos. O caso segue em apuração, com a PF buscando detalhes sobre a origem e a custódia da arma.