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PF apura PM do Detran em escolta de Canella após fuzil

A Polícia Federal (PF) apura se um sargento da PM, cedido ao Detran-RJ, atuava exclusivamente na escolta do ex-prefeito Márcio Canella, preso semana passada após um fuzil ser encontrado em seu carro.

A suspeita surgiu com a apreensão do armamento de uso restrito, pertencente à PMERJ, durante a Operação Unha e Carne, que mira lavagem de dinheiro no RJ.

O sargento Alexandre Paixão da Silva Júnior, cedido ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RJ) desde outubro de 2023, é o foco da apuração. A PF quer esclarecer se ele tinha funções no órgão ou se sua missão era a segurança pessoal do político.

O fuzil calibre 5,56, acautelado ao militar, foi achado no porta-malas do veículo usado por Canella durante cumprimento de mandado na Operação Unha e Carne, na terça-feira (7).

Canella, pré-candidato ao Senado, alegou que o armamento foi deixado ali pelo policial que fazia sua segurança. A PMERJ informou que a Corregedoria já abriu procedimento para investigar a conduta do agente e as circunstâncias da arma no carro.

A investigação da PF também mira a possível influência de Márcio Canella no Detran, órgão visto como palco de articulações políticas do ex-prefeito, conforme apurado pelo jornal O Globo.

O delegado Marcus Amim, que presidiu o Detran-RJ entre julho e outubro de 2023, também foi alvo de busca e apreensão na mesma operação. Ele deixou o cargo para assumir a Secretaria de Polícia Civil.

Márcio Canella segue preso. Sua prisão em flagrante, por porte de fuzil de uso restrito, foi mantida em audiência de custódia na quarta (8). Na residência do político, foram apreendidas outras armas, munições e relógios de luxo.

A Operação Unha e Carne investiga um esquema de lavagem de dinheiro via postos de combustíveis. O inquérito foi deflagrado após um Relatório do Coaf apontar movimentação financeira de mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos por investigados.

O caso segue em apuração pela Polícia Federal e pela Corregedoria da PMERJ.

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