A Polícia Federal recusou, no fim de maio, a primeira tentativa de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O acordo incluía a revelação de um contrato inédito.
O documento, que nunca chegou a ser assinado, previa o pagamento de R$ 50 milhões para o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
A proposta do novo contrato teria sido elaborada semanas antes da prisão de Vorcaro e da liquidação de seu banco. O objetivo era garantir o pagamento integral de um contrato original de R$ 129 milhões, caso o Banco Master fosse vendido antes do prazo.
O escritório de Moraes já mantinha um acordo inicial de R$ 129 milhões, assinado em janeiro de 2024, para assessoria junto a órgãos federais. Contudo, veículos de imprensa apontaram a falta de registros da atuação do escritório em órgãos como Cade e Banco Central.
Viviane Barci de Moraes, advogada renomada, já foi alvo de sanções dos Estados Unidos. O contrato milionário gerou desgaste institucional para o Supremo Tribunal Federal (STF), com pedidos de CPI para investigar ministros sendo rejeitados.
Após a recusa da primeira proposta, Daniel Vorcaro apresentou uma nova delação na última segunda-feira. A nova proposta está agora sob análise da PF e da Procuradoria-Geral da República.