A Polícia Federal identificou recentemente os codinomes "Barba" e "Pastor" em uma lista apreendida em 2022 na casa do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, no Rio de Janeiro.
"Barba" seria o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, e "Pastor", o empresário Márcio Poncio, investigados por indícios de pagamentos, doações eleitorais e lavagem de dinheiro.
A identificação foi possível após um cruzamento de dados que apontou fortes ligações entre os investigados e o esquema do bicheiro. Esses indícios culminaram na 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada na última quinta-feira (2).
A operação mirou Bacellar, Poncio e Adilsinho, com mandados de prisão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na ação recente, apenas Márcio Poncio foi detido na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.
Rodrigo Bacellar e Adilsinho já estavam presos em um presídio federal. O ex-presidente da Alerj havia sido detido anteriormente, em uma fase anterior da mesma operação.
A investigação também encontrou indícios de conexões de Adilsinho com outros nomes do poder público fluminense, incluindo o ex-governador Cláudio Castro, o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos, o "TH Joias", e um delegado da PF.
Segundo o governo federal, a Operação Unha e Carne tem como foco principal aprofundar as apurações sobre lavagem de dinheiro praticada por organizações criminosas no estado. O caso segue em apuração.