Nesta terça-feira (13), a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o afastamento de Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF). A decisão judicial tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
O processo teve início em setembro com uma decisão do ministro André Mendonça, que pedia a saída de Rodrigues. A ordem foi suspensa por liminar e agora aguarda a análise definitiva do plenário da Corte.
Mendonça havia determinado o afastamento de Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. A alegação era que relatórios da PF indicariam monitoramento ilegal de autoridades, inclusive do próprio ministro.
Em seu parecer, a PGR argumentou que a ocupação de cargos de comando por si só não torna os dirigentes responsáveis por todos os atos internos. A Procuradoria ressaltou a ausência de provas diretas de envolvimento dos dois nas acusações.
O documento enfatizou que a responsabilidade pela condução geral da instituição não implica em responsabilidade objetiva por cada ação dentro da PF.
Paralelamente, Andrei Rodrigues esteve no STF nesta terça para abordar menções a ministros encontradas no celular de Daniel Vorcaro. É um procedimento padrão que exige autorização da presidência do Supremo para investigações contra ministros.
A questão do afastamento aguarda a decisão final do plenário do STF.