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Polícia britânica retoma buscas em endereços de ex-príncipe Andrew

G1

Na manhã de 20 de fevereiro de 2026, a polícia britânica reiniciou as buscas em endereços associados ao ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III. A operação acontece um dia após a prisão do ex-membro da família real, que gerou repercussões significativas e intensificou a crise enfrentada pela monarquia britânica. Andrew foi detido em um contexto de investigações sobre suas supostas ligações com Jeffrey Epstein, um financista norte-americano envolvido em diversos escândalos de abuso sexual.

Prisão do ex-príncipe Andrew

Andrew foi preso na manhã de quinta-feira e permaneceu cerca de 11 horas sob custódia policial, onde prestou depoimento relacionado a alegações de má conduta durante o exercício de seu cargo público. Após seu depoimento, ele foi liberado, mas as investigações continuam. As autoridades revelaram que os trabalhos de busca seguem em um endereço vinculado ao ex-príncipe.

Movimentação policial

Carros da polícia foram avistados adentrando o Royal Lodge, residência que Andrew ocupou até outubro de 2025, quando foi exonerado de suas funções pelo rei Charles III. As operações na propriedade de Sandringham, onde Andrew reside atualmente, foram concluídas na mesma quinta-feira, conforme informações da polícia do Vale do Tâmisa, responsável pelo caso.

Suspeitas e investigações

A polícia britânica está investigando se Andrew enviou informações confidenciais a Epstein durante seu tempo como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional. Epstein, que faleceu na prisão em 2019, foi acusado de liderar uma rede de exploração sexual de menores. Documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos mencionam Andrew em diversas ocasiões, incluindo fotos que levantam questões sobre seu envolvimento com o caso.

Acusações de agressão

Além das alegações de má conduta no exercício de sua função pública, Andrew também enfrenta uma acusação de agressão sexual feita por Virginia Giuffre, que, na época, era menor de idade. Giuffre, uma testemunha-chave no escândalo de Epstein, faleceu em abril de 2025 na Austrália. O ex-príncipe nega todas as acusações, tanto as referentes ao envio de informações quanto às de agressão sexual.

Reação da família real

Após a prisão, o rei Charles III manifestou preocupação, mas reafirmou o apoio da família real às investigações policiais, enfatizando que a legalidade deve prevalecer. A informação sobre a detenção de Andrew não foi comunicada ao monarca antes da ação policial, conforme reportado pela imprensa britânica. O príncipe William e a princesa Kate também demonstraram apoio à posição do rei diante da situação.

Próximos passos da investigação

A polícia britânica pode solicitar mandados de busca para investigar outras propriedades ligadas a Andrew, incluindo possíveis unidades de armazenamento e até mesmo o Palácio de Buckingham. Especialistas jurídicos afirmam que, caso necessário, o rei Charles III não hesitaria em abrir mão de quaisquer privilégios reais que pudessem obstruir as investigações.

Contexto da investigação

A reabertura das investigações sobre Andrew ocorre em um momento delicado para a monarquia britânica, que já enfrenta uma série de desafios. A relação do ex-príncipe com Epstein e as alegações de conduta imprópria levantam questões sobre a imagem da família real e sua capacidade de enfrentar crises. A continuidade das investigações e os desdobramentos legais nos próximos dias serão cruciais para a definição do futuro de Andrew e para a reputação da monarquia.

Fonte: https://g1.globo.com

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