A Polícia Civil está investigando a morte da bebê Eloá Alves de Oliveira, que ocorreu no dia 6 de janeiro de 2026, após uma sequência de atendimentos no Hospital Municipal Dr. Celso Martins, situado em Cachoeiras de Macacu, na Região Serrana do Rio de Janeiro. A família da criança alega negligência médica, enquanto a prefeitura local nega qualquer irregularidade e afirma que todos os protocolos clínicos foram seguidos durante o tratamento.
Circunstâncias da morte da bebê
Segundo relatos da mãe, Victoria Silveira Alves, Eloá foi internada no hospital com um quadro de saúde aparentemente estável. No entanto, a situação da criança se agravou rapidamente. Victoria descreveu que, no dia 2 de janeiro, encontrou a filha com a respiração ofegante e em estado crítico, afirmando que a bebê saiu do hospital com o coração significativamente aumentado.
Histórico de atendimentos
O pai da bebê, Leonardo Silva de Oliveira, relatou que Eloá foi atendida cinco vezes no hospital antes de sua morte, recebendo diagnósticos variados, incluindo otite. Ele afirmou que o tratamento fornecido não foi eficaz e que a condição da criança não foi devidamente avaliada pela equipe médica. Segundo ele, a família buscou repetidamente um diagnóstico mais preciso e exames adicionais, mas esses pedidos foram negados.
Evolução clínica e transferência
De acordo com o registro de ocorrência, Eloá foi admitida pela primeira vez no hospital em 20 de dezembro de 2025, apresentando febre. Durante suas idas e vindas à unidade de saúde, a bebê foi medicada com antibióticos e corticoides, mas seu estado de saúde continuou a se deteriorar. A mãe relatou sintomas alarmantes, como a ausência de urina e inchaço pelo corpo, que culminaram em um pedido de transferência para uma unidade de terapia intensiva neonatal.
Intervenção legal para transferência
A transferência para a unidade Neotin, localizada em Niterói, só ocorreu após a intervenção de um advogado. Eloá foi transferida em estado crítico, já entubada, e a família acredita que a demora na transferência e a falta de diagnósticos precisos contribuíram para o desfecho trágico.
Posicionamento das autoridades e hospital
A Polícia Civil, por meio de uma nota, informou que o caso foi registrado na 76ª DP de Niterói e encaminhado à 159ª DP de Cachoeiras de Macacu, onde as investigações estão em andamento. A corporação enfatizou que diligências estão sendo realizadas para esclarecer as circunstâncias da morte da bebê.
Nota da Prefeitura de Cachoeiras de Macacu
A Prefeitura de Cachoeiras de Macacu lamentou o falecimento de Eloá e se solidarizou com a família. Em nota, a administração municipal afirmou que os protocolos médicos foram seguidos, e que a paciente recebeu a devida avaliação e tratamento. A prefeitura também informou que uma comissão interna está analisando o caso e, até o momento, não foram identificadas irregularidades.
Reações da família e busca por justiça
A família de Eloá busca justiça, com o pai expressando seu desespero e indignação. Ele afirmou que o caso não deve ser esquecido e que esperam que a investigação leve a responsabilizações, caso se confirme a negligência. A situação levanta questões sobre a qualidade do atendimento em hospitais locais e a necessidade de melhorias nos serviços de saúde na região.
A morte de Eloá Alves de Oliveira, uma criança de apenas um ano, expõe as falhas no sistema de saúde e acende um debate sobre a responsabilidade dos profissionais médicos e a urgência de cuidados adequados em situações críticas.
Fonte: https://g1.globo.com