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Policial é preso por matar mulher em briga de trânsito no Rio

Um policial civil foi preso nesta sexta-feira (8) no Rio de Janeiro, acusado de matar a tiros a designer de sobrancelhas Thamires Rodrigues, de 28 anos. O crime ocorreu na quinta (7), após uma briga de trânsito na Zona Sudoeste da capital.

Thamires, que estava em um carro de aplicativo, foi baleada nas costas durante a discussão. Seu corpo foi velado e enterrado neste sábado (9) no Cemitério de Irajá, Zona Norte.

A fatalidade aconteceu na quinta-feira (7), quando Thamires estava no banco de trás de um carro de aplicativo. O motorista do veículo se envolveu em uma discussão acalorada com outro condutor devido a uma manobra na Rua Professor Henrique Costa, no Pechincha.

Após o bate-boca, o outro motorista disparou contra o carro. Thamires foi atingida nas costas e, apesar de ser levada pelo próprio motorista do aplicativo para a UPA da Cidade de Deus, não resistiu aos ferimentos.

O velório e enterro da designer ocorreram neste sábado (9), no Cemitério de Irajá. Parentes e amigos se despediram sob forte emoção. “O que vai ser de mim sem minha filha? O que vai ser das minhas netas?”, lamentava a mãe da vítima.

Samara Luana, prima de Thamires, descreveu a jovem como o “pilar da família”. “Thamires sempre foi amiga, companheira, ela era aquela que dava bronca. Estava vivendo a melhor fase da vida dela”, emocionou-se.

O atirador foi identificado como Frede Uilson Souza de Jesus, um policial civil. Ele foi preso na noite de sexta-feira (8), após ter sua prisão temporária decretada pela 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, enquanto prestava depoimento.

A Corregedoria da Polícia Civil informou que Frede Uilson foi imediatamente afastado de suas funções. Um procedimento interno foi instaurado para apurar a conduta do agente.

Thamires deixa o marido e duas filhas pequenas. A caçula completou 4 anos justamente no sábado (9), dia do velório da mãe. Uma comemoração de Dia das Mães na escola das crianças, onde Thamires participaria, foi cancelada em respeito à vítima.

O caso segue em investigação pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) para esclarecer todos os detalhes da fatalidade.

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