Na manhã desta quinta-feira (26), a prisão de Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, um dos bicheiros mais procurados do Rio de Janeiro, foi realizada em Cabo Frio, na Região dos Lagos. A ação policial foi facilitada por imagens obtidas por um drone, que confirmaram a presença do contraventor em uma mansão local enquanto ele praticava atividade física. O evento marca um importante avanço no combate ao crime organizado na região.
A operação policial
A captura de Adilsinho foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio de Janeiro (Ficco/RJ), composta por agentes da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil, com o apoio do Ministério Público Federal (MPF). Antes da ação, a polícia havia solicitado um mandado de busca e apreensão para o imóvel, mas o pedido foi indeferido. Somente após a confirmação da presença do criminoso, por meio do monitoramento aéreo, a operação pôde ser executada.
A prisão em detalhes
Durante a abordagem, Adilsinho estava se exercitando, correndo pelo extenso terreno da mansão, acompanhado por um comparsa, o PM Diego D’arribada Rebello de Lima, que atuava como segurança do contraventor. Ambos foram detidos e levados para a sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro.
O perfil de Adilsinho
Adilsinho é uma figura central no jogo do bicho no Rio de Janeiro, controlando áreas significativas da Zona Sul, Centro e Zona Norte da capital. Além de sua atuação no jogo do bicho, ele é apontado como o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados no estado. O contraventor estava foragido da Justiça e era alvo de investigações por diversos crimes.
Mandados de prisão
Contra Adilsinho, existem pelo menos quatro mandados de prisão em aberto. Na Justiça Federal, ele é identificado como chefe da máfia dos cigarros. Na Justiça do Rio de Janeiro, ele é acusado de ser o mandante da execução de Marco Antônio Figueiredo Martins, conhecido como Marquinhos Catiri, que era um rival na contravenção. Além disso, responde como mandante do assassinato de Fábio Alamar Leite e também de Fabrício Alves Martins de Oliveira. A polícia investiga ainda sua possível ligação com um grupo de extermínio, que é responsável por uma série de homicídios e tentativas de assassinato.
Repercussão da prisão
A prisão de Adilsinho é um marco significativo na luta contra o crime organizado no Rio de Janeiro. A utilização de tecnologia, como os drones, para monitorar e capturar criminosos tem se mostrado uma estratégia eficaz, permitindo que as forças de segurança atuem de maneira mais precisa e coordenada. A operação é vista como um passo importante para desmantelar redes criminosas que atuam na região.
Fonte: https://g1.globo.com