Em Nova Iguaçu, duas contramestras de capoeira, Jaqueline Ferreira da Silva Gaspar (Kew) e Lucilene Teixeira (Shayna), exemplificam como a arte marcial vai além do esporte, transformando-se em poderosa ferramenta de educação e inclusão social. Reconhecidas com o Prêmio FENIG Destaque Iguaçuano, elas lideram projetos que impactam centenas de vidas, desde crianças neurodivergentes até jovens em busca de resiliência, servindo de inspiração para iniciativas culturais em toda a Região dos Lagos.
<h4>Capoeira como Propósito de Vida e Inclusão</h4>
Jaqueline Ferreira da Silva Gaspar, conhecida como Kew, de 38 anos, encontrou na capoeira a base para sua formação em Educação Física e um caminho para a inclusão social. Ela é a fundadora da Associação Cultural, Desportiva e de Capoeira Quilombolizando – Quilombo em Foco, criada em 2019, em Comendador Soares. O projeto se dedica à inclusão de crianças neurodivergentes.
Atualmente, cerca de 20 meninos e meninas são atendidos com uma metodologia que respeita o desenvolvimento individual de cada um. Kew relata a emoção de ver a evolução dos participantes: “Tem criança que não falava e hoje canta, participa, se comunica. Quando vejo eles evoluindo, fico apaixonada”. O reconhecimento pelo Prêmio FENIG Destaque Iguaçuano foi essencial para dar visibilidade ao trabalho e abrir novas portas, superando inclusive desafios de machismo na modalidade.
Lucilene Teixeira, a Shayna, de 39 anos, com mais de 25 anos dedicados à capoeira, vivenciou a arte como um refúgio e uma forma de autotransformação. Após um episódio de agressão na adolescência, a capoeira lhe ensinou controle e autodefesa. “Eu aprendi a me controlar mais e a não me envolver em situações de agressão. Graças à capoeira, nunca mais precisei me defender”, afirma Shayna, que usa sua experiência para empoderar outros.
<h4>Fortalecendo a Cultura e a Comunidade Local</h4>
As associações lideradas por Kew e Shayna fazem parte do Capoeira Iguaçuana, um projeto da Fundação Educacional e Cultural de Nova Iguaçu (FENIG). Esta iniciativa mapeou 39 grupos que desenvolvem trabalhos culturais e sociais em diversas regiões do município, oferecendo apoio e fortalecendo as tradicionais rodas de capoeira.
O projeto Capoeira Iguaçuana promove a inclusão de diversos públicos – crianças, adultos, idosos e pessoas com deficiência – e valoriza as tradições de matriz africana. Além do mapeamento, o programa oferece suporte para eventos e permitiu que grupos locais participassem de festivais de arte, ampliando a visibilidade da capoeira como uma manifestação cultural com impacto social significativo.
<h4>Lições de Nova Iguaçu para Rio das Ostras e Região</h4>
As histórias de Kew e Shayna em Nova Iguaçu ressaltam o potencial da capoeira não apenas como manifestação cultural, mas como um catalisador de transformação social. O sucesso dessas iniciativas na Baixada Fluminense oferece um modelo inspirador para municípios da Região dos Lagos, incluindo Rio das Ostras, que também possuem rica diversidade cultural e comunidades que podem se beneficiar de programas de inclusão baseados no esporte e na arte.
A valorização de projetos culturais com impacto social, como o Capoeira Iguaçuana, demonstra como o investimento em manifestações tradicionais pode gerar resultados duradouros em educação, cidadania e desenvolvimento pessoal. É um exemplo de como a cultura local, quando bem apoiada, pode ser um pilar fundamental para o fortalecimento comunitário e a promoção de uma sociedade mais justa e inclusiva em toda a nossa região.
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Fonte: https://odia.ig.com.br