Uma quadrilha ligada ao Comando Vermelho, especializada em explosões de caixas eletrônicos e roubos a residências de alto padrão, é suspeita de ter realizado diversas invasões a apartamentos na Zona Sul do Rio de Janeiro. As ações criminosas ocorreram entre o final de 2024 e os primeiros meses de 2025, afetando locais icônicos como Ipanema, Leblon e Copacabana. A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) está investigando o caso e até agora, 21 indivíduos foram identificados como membros do grupo. Na última quarta-feira, a Polícia Civil prendeu sete suspeitos e ainda busca por nove outros, com operações também em Santa Catarina.
Atuação da quadrilha
O grupo criminoso se destacou pela organização e planejamento das ações, realizando levantamentos minuciosos nos locais-alvo antes dos assaltos. Segundo o delegado Jefferson Ferreira, a quadrilha avaliava a presença de câmeras de segurança e tentava obter informações privilegiadas sobre as residências. Isso demonstra uma abordagem metódica, que aumenta a eficácia das suas operações. A polícia confirmou a execução de pelo menos quatro roubos em apartamentos e três explosões de caixas eletrônicos.
Divisão de funções
A investigação também revelou uma clara divisão de funções entre os membros da quadrilha. O grupo é estruturado em um núcleo de liderança, um braço técnico-operacional especializado no uso de ferramentas como maçaricos industriais, um núcleo de inteligência responsável pela análise e seleção de alvos, e um setor logístico-financeiro encarregado da movimentação e ocultação dos valores obtidos de forma ilícita. Essa organização sugere um nível elevado de sofisticação nas operações.
Prisão dos líderes
Dois indivíduos, considerados líderes da quadrilha, foram identificados. Eduardo Lima Franco, conhecido como Dudu, tem um mandado de prisão em aberto, mas ainda não foi encontrado. Já Augusto Leopoldo Vargas foi preso em Joinville, Santa Catarina, durante a operação policial. A prisão de Vargas pode ser um passo significativo para desmantelar toda a estrutura criminosa.
Roubo a apartamentos e explosões
Entre os roubos realizados na Zona Sul, destaca-se um incidente em Ipanema, onde dois assaltantes foram capturados por câmeras de segurança levando um cofre em plena luz do dia. A ação foi rápida, durando apenas cinco minutos, e ilustra a audácia e planejamento da quadrilha. Além disso, a Draco investiga a conexão do grupo com explosões de caixas eletrônicos em bairros como Madureira e Engenho da Rainha, locais que também foram utilizados como rotas de fuga após os crimes.
Repercussão das ações policiais
A operação da Polícia Civil resulta em um esforço significativo para combater a criminalidade organizada na região. Com a expedição de 16 mandados de prisão e 32 de busca e apreensão, a ação não só visa desarticular a quadrilha, mas também prevenir futuros crimes. Além disso, a Justiça também foi acionada para bloquear R$ 30 milhões que pertencem ao grupo, o que pode dificultar a continuidade das atividades ilícitas.
Investigações em andamento
As investigações continuam em andamento, com a polícia intensificando esforços para localizar os demais suspeitos e coletar mais evidências. O sucesso da operação pode depender de informações adicionais que ajudem a desvendar a rede de apoio que sustenta as atividades da quadrilha. A Draco mantém um olhar atento sobre as comunidades controladas pelo Comando Vermelho, que são fundamentais para o fornecimento de recursos e logística para os crimes.
Fonte: https://extra.globo.com