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Steve Bannon articulava plano contra papa Francisco, mostram mensagens

G1

Mensagens trocadas entre Steve Bannon, ex-estrategista da Casa Branca, e Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais, revelam uma tentativa articulada de Bannon para desestabilizar o papa Francisco. Os diálogos, que datam de junho de 2019, fazem parte de uma série de documentos disponibilizados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. As mensagens sugerem uma ofensiva política contra o líder religioso, a qual Bannon descreveu como uma intenção de 'derrubar' o pontífice. A troca de informações entre os dois revela o contexto em que essas estratégias estavam sendo discutidas, refletindo tensões políticas e ideológicas em um período conturbado para a Igreja Católica.

Mensagens reveladoras entre Bannon e Epstein

Em uma das mensagens, Bannon expressou claramente sua intenção de agir contra o papa: 'Vou derrubar o Papa Francisco. Os Clintons, Xi, Francisco, a UE – vamos lá, irmão'. Essa declaração evidencia a postura agressiva de Bannon em relação ao pontífice, que ele via como um adversário de sua agenda política nacionalista e populista, particularmente em um momento em que essas ideologias ganhavam força ao redor do mundo.

Críticas de Bannon ao papa Francisco

Desde que deixou o governo Trump em 2017, Bannon intensificou suas críticas ao papa Francisco, considerando-o parte de um establishment que ele se opunha. Em entrevistas, Bannon chegou a descrever o papa como 'desprezível', acusando-o de se alinhar com 'elites globalistas'. Essa visão estava em linha com a retórica populista que ganhou destaque na Europa e nos Estados Unidos, onde Bannon se tornou uma figura central.

O papel de Epstein nas iniciativas de Bannon

Os documentos recentemente divulgados sugerem que Epstein, que tinha uma longa história de comportamento criminoso, não apenas acompanhava as iniciativas de Bannon, mas também incentivava suas ações. A troca de mensagens inclui discussões sobre o livro 'No Armário do Vaticano', escrito pelo jornalista francês Frédéric Martel, que examina a cultura de segredo e a hipocrisia dentro da Igreja Católica, revelando que uma parte significativa do clero é homossexual. Bannon demonstrou interesse em adaptar o livro para o cinema, sugerindo que Epstein poderia ser o produtor executivo do projeto.

Tentativas de instrumentalizar o livro

Martel afirmou que Bannon buscava 'instrumentalizar' seu livro no contexto de suas críticas ao papa Francisco. Em uma das mensagens, Bannon escreveu para Epstein: 'Você agora é o produtor executivo de ‘ITCOTV’ (No Armário do Vaticano)'. Embora Epstein tenha mudado de assunto na resposta, a troca de mensagens enfatiza a conexão entre os dois homens e seus interesses políticos e ideológicos.

Outros diálogos e implicações

Além das discussões sobre o livro, as mensagens revelam outras tentativas de envolver questões religiosas. Em 2018, Epstein falou sobre organizar uma viagem do papa ao Oriente Médio, sugerindo que o título poderia ser 'tolerância'. Bannon também compartilhou artigos sobre o Vaticano, incluindo um que criticava o nacionalismo populista, ao qual Epstein respondeu citando John Milton: 'Melhor reinar no inferno do que servir no céu'.

Falta de resposta e negações

A reportagem sobre essas trocas de mensagens incluiu tentativas de contato com representantes de Bannon para comentar as revelações, mas não houve retorno. Além disso, o ex-presidente Donald Trump negou reiteradamente qualquer conhecimento ou envolvimento nos crimes de Epstein, assim como quaisquer alegações de má conduta sexual relacionadas a seu círculo.

Essas mensagens oferecem um olhar sem precedentes sobre a dinâmica entre figuras proeminentes da política americana e a Igreja Católica, revelando como os interesses pessoais e políticos podem se entrelaçar em campanhas de desestabilização.

Fonte: https://g1.globo.com

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