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Talibã detém mulheres no Afeganistão por violar regras de vestimenta

Gazeta Brasil

O Talibã confirmou a detenção de diversas mulheres e meninas em Cabul e Herat, no Afeganistão, por não cumprirem o código de vestimenta imposto pelo regime.

A não observância do hijab é considerada um "delito muito grave" pelas autoridades, aprofundando a repressão às liberdades femininas desde a volta do Talibã ao poder em 2021.

Saifuddin Khaibar, porta-voz ministerial, destacou que a lei afegã exige a cobertura completa da mulher muçulmana. O número exato de detidas não foi divulgado. Em Herat, oito mulheres foram presas e liberadas após fiança e promessa de cumprimento. Casos similares já ocorreram em Cabul.

A comunidade internacional manifesta grave preocupação. A Missão da ONU no Afeganistão (UNAMA) alertou que as detenções "contribuem para um clima de medo". Ministras da Islândia e Suécia, na Assembleia Geral da ONU, classificaram a situação como "apartheid de gênero", criticando o severo retrocesso nos direitos das mulheres. Especialistas defendem que a discriminação seja crime contra a humanidade.

As prisões são sustentadas por um decreto de 2022, que obriga a cobertura total do rosto em público, e por leis que dão amplos poderes de fiscalização. O Talibã tem sistematicamente excluído mulheres da vida pública, restringindo acesso à educação e emprego. A situação segue sendo monitorada por organismos internacionais.

Fonte: https://gazetabrasil.com.br

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