Um terremoto de magnitude 4,8 sacudiu a zona sul de Lima, Peru, na madrugada desta quarta-feira (19), pegando moradores de surpresa.
O abalo sísmico, com epicentro no mar, não deixou vítimas ou estragos, mas gerou questionamentos pela ausência de alertas nos celulares da população.
O tremor foi registrado às 5h28 (horário local) pelo Instituto Geofísico do Peru (IGP). O epicentro ficou a 42 quilômetros a sudoeste do distrito de Lurín, no mar, com a mesma profundidade de 42 quilômetros. A intensidade alcançou nível III na escala de Mercalli em Lurín, e os boletins oficiais confirmaram a ausência de danos materiais e vítimas.
A proximidade do epicentro com áreas habitadas de Lima e Callao impediu que os alertas de emergência chegassem a tempo nos smartphones. A janela entre a detecção do sismo e a percepção do tremor foi muito curta, impossibilitando o envio útil da notificação antes que os abalos fossem sentidos.
Muitos moradores recorreram às redes sociais para expressar a surpresa, pois as funções de emergência de seus aparelhos estavam ativadas. Especialistas explicam que alertas automáticos dependem da magnitude, distância do epicentro e de um tempo mínimo necessário para a mensagem ser enviada. No Peru, o Sistema de Alerta Sísmico Peruano (SASPe) é responsável pelos avisos, enquanto as notificações em celulares são um recurso de sistemas operacionais, como Google e Apple, que usam sensores próprios.
O Centro Nacional de Prevenção de Desastres (CENEPRED) reforçou a necessidade de planos de emergência familiares e kits de prevenção atualizados. As autoridades seguem monitorando a área.
Fonte: https://gazetabrasil.com.br