O número de mortos pelos fortes terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 235 nesta sexta-feira, conforme anúncio do ministro da Saúde, Carlos Alvarado.
Os tremores de magnitude 7,5 e 7,2, ocorridos na última quarta-feira, causaram destruição generalizada e deixaram mais de 4 mil feridos, mobilizando equipes de resgate internacionais.
A região mais afetada é La Guaira, Estado costeiro próximo à capital Caracas, onde o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, classificou a situação como uma 'verdadeira tragédia'. Dezenas de edifícios colapsaram, e mais de 2.200 famílias foram diretamente atingidas pelos desabamentos.
Entre as vítimas fatais, dois brasileiros foram confirmados, um deles em Caracas, segundo o Itamaraty, que presta assistência consular. O Brasil rapidamente se mobilizou, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler Mauro Vieira oferecendo solidariedade e ajuda humanitária.
Uma aeronave KC-390 da FAB será enviada com 36 bombeiros de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, além de técnicos da Defesa Civil e Anatel, transportando nove toneladas de equipamentos de resgate para auxiliar nas buscas e salvamento.
Apesar da intensidade, que fez os tremores serem sentidos em quatro capitais brasileiras — Belém, Manaus, Boa Vista e Macapá — a Rede Sismográfica Brasileira descartou riscos de danos no país. O ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, por sua vez, garantiu que não há alerta de tsunami.
A extensão do desastre mobilizou a comunidade internacional, com 16 países enviando equipes de busca e resgate, totalizando mais de mil socorristas. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estima que até 6,76 milhões de pessoas podem ter sido afetadas.
As operações de resgate e assistência às vítimas seguem intensas no país.