O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novas ameaças ao Irã durante uma entrevista no dia 22 de janeiro de 2026. A declaração foi feita a bordo do Air Force One, onde Trump afirmou que uma 'grande força' está a caminho do Oriente Médio para monitorar a situação no país. O tom belicoso do presidente ocorre em meio a protestos internos no Irã e tensões geopolíticas na região, levantando questionamentos sobre a possibilidade de uma intervenção militar norte-americana.
Movimentação militar e declarações de Trump
Durante a entrevista, Trump mencionou que diversos navios estão se dirigindo ao Oriente Médio como uma medida de precaução. 'Temos muitos navios indo naquela direção, só por precaução. Temos uma grande flotilha seguindo para lá. Vamos ver o que acontece', declarou o presidente, enfatizando que a situação está sendo acompanhada de perto. A referência de Trump parece estar relacionada à movimentação do porta-aviões Abraham Lincoln e de navios de escolta, que deixaram o Mar do Sul da China com destino à região, conforme reportagens da mídia americana.
Impacto econômico das tarifas
Além das ameaças militares, Trump confirmou que pretende implementar uma tarifa de 25% sobre todos os países que mantiverem negócios com o Irã. Esta medida, que já havia sido anunciada anteriormente, poderá afetar significativamente as relações comerciais, incluindo o Brasil, que em 2025 importou US$ 84,5 milhões do Irã, principalmente de produtos como ureia, pistache e uvas secas, enquanto as exportações para o país somaram US$ 2,9 bilhões.
Protestos no Irã e resposta do regime
As novas provocações de Trump surgem após um período em que o presidente havia suavizado seu tom em relação ao Irã. Nos últimos meses, o líder norte-americano sugeriu a possibilidade de intervenção devido à repressão do regime iraniano contra os protestos que se espalharam pelo país. Em 13 de janeiro, Trump declarou que tomaria 'medidas duras' se o governo iraniano executasse manifestantes, mas relaxou suas ameaças no dia seguinte, quando afirmou que Teerã havia cancelado as execuções.
Pressões internas e externas
Relatos da imprensa indicam que Trump recuou em suas ameaças após receber pressão de conselheiros da Casa Branca e de aliados no Oriente Médio, incluindo Israel, que solicitou o adiamento de qualquer ação militar. Por outro lado, o governo iraniano já declarou que retaliará contra alvos americanos na região caso seja alvo de um ataque. Em resposta às crescentes tensões, os Estados Unidos e seus aliados começaram a recomendar que seus cidadãos deixassem o Irã e também esvaziaram parcialmente algumas bases militares na região.
Consequências das manifestações e repressão
As manifestações no Irã, que antes ganhavam força, parecem ter diminuído diante da repressão violenta do regime. Em uma declaração recente, o governo iraniano reconheceu que mais de 3 mil pessoas foram mortas durante os protestos, embora organizações de direitos humanos apontem que o número real de vítimas pode ser ainda maior. A escalada de tensões entre os EUA e o Irã, juntamente com a resposta violenta do regime, suscita preocupações sobre a estabilidade na região e a possibilidade de um conflito aberto.
Fonte: https://g1.globo.com