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TRUMP ANUNCIA AVALIAÇÃO DE SAÍDA DA OTAN E CRITICA LÍDERES EUROPEUS

(Official White House Photo by Joyce N. Boghosian)

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira que está “absolutamente” considerando retirar o país da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte). A afirmação foi acompanhada da intenção de discutir sua “repulsa à aliança” em um pronunciamento televisivo focado na guerra no Irã. Em entrevista à Reuters, Trump questionou: “Ah, absolutamente, sem dúvida. Você não faria o mesmo se fosse eu?”, ao ser indagado sobre a possibilidade de desvincular o país da aliança transatlântica.

Críticas e Motivações para a Reconsideração

A declaração segue comentários anteriores feitos ao jornal The Telegraph, nos quais Trump já havia classificado o futuro da OTAN como “além de reconsideração”. O motivo central para essa postura, segundo ele, reside no fato de líderes europeus terem bloqueado o uso de bases militares americanas durante o conflito no Irã e se recusado a fornecer apoio naval para a reabertura do Estreito de Ormuz. Trump reiterou sua antiga desconfiança em relação à aliança: “Eu nunca fui persuadido pela OTAN. Sempre soube que eles eram um tigre de papel, e [o presidente russo Vladimir] Putin também sabe disso.”

OTAN: Pilar Histórico e Desafios Internos Americanos

Por décadas, a OTAN tem sido um alicerce da política externa americana, unindo Estados Unidos, Canadá e a maioria das principais nações europeias em um compromisso de defesa coletiva contra ameaças externas. Durante seu mandato, Trump pressionou repetidamente os membros da aliança a elevarem seus gastos militares. No ano anterior, ele transferiu a responsabilidade pelo financiamento de armas enviadas pelos EUA à Ucrânia – país que não integra a aliança – para os próprios aliados, visando apoiar a resistência de Kiev aos avanços russos.

Apesar do desejo de Trump, uma retirada unilateral dos Estados Unidos da OTAN enfrentaria forte oposição bipartidária no cenário político americano. Contudo, o ex-presidente já demonstrou uma tendência a romper tratados unilateralmente, como fez anteriormente com acordos sobre mudanças climáticas e controle de armas. Em 2023, o então presidente Joe Biden sancionou uma lei que exige aprovação do Congresso para qualquer presidente retirar os EUA da OTAN. A equipe de Trump poderia argumentar que essa legislação restringe inconstitucionalmente sua autoridade sobre as forças armadas e a condução da diplomacia, tese já utilizada em outras contestações legais.

Tensões com Aliados Europeus no Cenário Global

O tratado que estabeleceu a OTAN foi ratificado pelo Senado americano em 1949, no início da Guerra Fria, e a aliança desempenha um papel crucial como contraponto à influência de Moscou na Europa Oriental. Entre seus membros estão o Reino Unido, França, Espanha, Itália, Polônia e Turquia. A aliança expandiu-se significativamente para a fronteira russa com a adesão da Polônia em 1999 e dos três países bálticos – Estônia, Letônia e Lituânia – em 2004. Mais recentemente, sob a presidência de Biden, a Finlândia e a Suécia, historicamente neutras, ingressaram na OTAN em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

O posicionamento europeu diante do conflito no Irã foi um ponto de grande irritação para Trump. A Espanha proibiu o uso das bases de Rota (naval) e Morón (aérea) por forças americanas e, em um incidente recente, fechou seu espaço aéreo para aviões de guerra dos EUA. O ex-presidente também criticou o Reino Unido, que, segundo ele, “demorou tempo demais” para liberar o uso de bases aéreas e da ilha de Diego Garcia, no Oceano Índico. Na Itália, foi negada permissão para que jatos militares americanos pousassem na base de Sigonella, na Sicília.

Adicionalmente, o governo alemão repreendeu Trump por atacar o Irã sem consultar os parceiros da OTAN. O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou explicitamente: “A França nunca participará de operações para abrir ou liberar o Estreito de Ormuz.”

Fonte: https://gazetabrasil.com.br

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