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Trump e Maduro: Escalada na Venezuela Atinge Ponto Crítico

G1

A tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela atinge um novo patamar, marcada por ações militares e acusações mútuas. A escalada já resultou no afundamento de 18 embarcações, na morte de dezenas de pessoas, rotuladas como narcoterroristas pelo governo americano, e no deslocamento de significativa parte da frota naval dos EUA para o Caribe.

A postura do governo Trump em relação à Venezuela se intensifica, com o apoio declarado à oposição, liderada por Maria Corina Machado. No entanto, pairam dúvidas sobre os objetivos finais da investida americana. O governo não confirma se pretende realizar ataques em território venezuelano ou promover uma mudança de regime. O presidente avalia os riscos de uma operação militar malsucedida, que poderia prejudicar sua imagem.

Apesar das incertezas, Maria Corina Machado expressou confiança na queda de Nicolás Maduro, durante uma conferência empresarial em Miami, com a presença do presidente americano. “Maduro começou esta guerra, e o presidente Trump vai terminá-la”, afirmou.

No passado, Trump apoiou Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, mas Maduro se manteve no poder com o apoio das forças armadas. Agora, o presidente americano busca intimidá-lo com o posicionamento de uma frota militar no Caribe, supostamente para combater o narcotráfico, atendendo a demandas de sua base eleitoral e de latinos exilados de regimes ditatoriais.

Pesquisas recentes mostram que a maioria dos americanos se opõe a uma invasão militar na Venezuela. Apenas uma minoria apoia ataques militares contra embarcações ou alvos terrestres venezuelanos.

Em reuniões fechadas com parlamentares americanos, autoridades do governo asseguraram que não planejam ataques dentro da Venezuela e reconheceram não possuir justificativa legal para tal. Contudo, o Senado rejeitou uma resolução que exigiria aprovação do Congresso para qualquer ação militar na Venezuela.

Enquanto isso, Maduro enfrenta um colapso interno, resultado de um mandato contestado, e intensifica a repressão à oposição, buscando apoio da Rússia.

Para o analista político Benigno Alarcón, a situação atual representa um ponto de virada para a Venezuela, onde a manutenção do status quo se tornou insustentável. Ele aponta para um paradoxo: o regime depende da pressão militar externa para gerar coesão interna e se manter no poder. Alarcón adverte que qualquer solução para a crise será complexa e arriscada, mas necessária.

Fonte: g1.globo.com

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