O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu nesta quinta-feira (21) que sua administração tome o controle das reservas de urânio enriquecido do Irã, reacendendo a tensão no Oriente Médio.
A declaração, que acompanha o alerta de que Teerã não manterá o material, surge em meio à estagnação das negociações e pode agravar o conflito regional e o alerta nuclear.
A resposta iraniana foi quase imediata. O líder supremo, ayatollah Mojtaba Khamenei, ordenou que o urânio não seja enviado para fora do país, conforme revelado por fontes de alto nível.
Trump defende que o material pode ser usado para fabricar armas nucleares, enquanto Teerã insiste que seu programa atômico tem fins pacíficos e energéticos. O impasse levanta preocupações sobre a proliferação atômica.
A crise também se espalhou para o estratégico Estreito de Ormuz. Trump reiterou o desejo de mantê-lo aberto e livre, rejeitando qualquer tentativa iraniana de impor taxas ou restrições à navegação internacional na rota vital para o transporte de petróleo.
A Agência Internacional de Energia já alertou que o conflito provocou o 'pior choque energético do mundo', com previsão de meses críticos em julho e agosto para o mercado global.
A diplomacia segue travada, com poucos avanços. Há expectativas de que o chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, possa viajar a Teerã para intermediar contatos. Trump, por sua vez, avisou que pode ordenar novos ataques, enquanto a Guarda Revolucionária do Irã promete retaliações além do Oriente Médio caso haja nova ofensiva. A situação no Oriente Médio segue sendo monitorada pela comunidade internacional.
Fonte: https://gazetabrasil.com.br