O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou um plano de sete dias proposto pelo Irã para reabrir o estratégico Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte global de petróleo.
A decisão mantinha o bloqueio e as sanções contra Teerã, acirrando o impasse nas negociações entre os dois países sobre a importante passagem marítima.
A proposta iraniana, entregue via Catar, condicionava a normalização do trânsito marítimo ao levantamento das sanções petrolíferas e ao fim do bloqueio naval americano. O plano previa um cessar-fogo regional de sete dias, com a reabertura do estreito no sexto dia, seguida da retomada das conversações para um acordo definitivo, que incluiria o programa nuclear iraniano.
De forma direta, Trump confirmou a recusa, afirmando que, embora goste de acordos, a proposta não seria "aceitável". Washington insistia em manter o que chamava de "controle total" do passo marítimo, por onde circulam diariamente volumes massivos de petróleo bruto.
O regime iraniano, contudo, contestou a versão. O porta-voz da Guarda Revolucionária, Hosein Mohebi, declarou que o Estreito de Ormuz está sob o controle das forças navais iranianas, questionando a capacidade americana de manter a via aberta. Ele ressaltou que, antes do conflito, dezenas de embarcações atravessavam diariamente, número que agora se limita a carregamentos autorizados por Teerã.
Este cenário ressaltava a persistente tensão geopolítica na região, com os dois lados reafirmando suas posições antagônicas sobre o controle e a navegação em um dos pontos mais sensíveis do comércio global.
Fonte: https://gazetabrasil.com.br