O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu neste domingo (30) uma propaganda da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
A ministra Estela Aranha viu "grave descontextualização", considerando que a peça associava o senador a organizações criminosas sem provas, extrapolando a crítica política.
Intitulada "Currículo de Flávio Bolsonaro", a inserção classificava o político de "funcionário fantasma", citava denúncia por lavagem de dinheiro e organização criminosa no caso da "rachadinha", e uma homenagem a um líder de grupo de matadores.
A ministra justificou que, embora a denúncia da "rachadinha" tenha sido um fato, o processo foi arquivado sem condenação. Apresentar Flávio Bolsonaro como atualmente denunciado por crimes graves, conforme a peça, induz o eleitor ao erro.
Além disso, o recurso visual de currículo foi criticado por induzir à crença na veracidade absoluta das alegações. A campanha de Lula está proibida de veicular o material até o julgamento final.
Flávio Bolsonaro também solicitou direito de resposta. A decisão é preliminar, e o caso seguirá para análise e decisão definitiva do Plenário do TSE.