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Vasco supera Fla-Flu e garante Maracanã para semifinal

O Vasco da Gama conseguiu, na véspera da partida, a liberação judicial para mandar o jogo contra o Boca Juniors pela semifinal da Sul-Americana no Maracanã, na terça-feira (20).

A decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) encerrou um longo calvário legal do clube cruz-maltino para usar o estádio, controlado por Flamengo e Fluminense.

A dupla Fla-Flu opera o Maracanã em consórcio desde 2024, após vencer licitação do governo estadual. Desde então, as recusas para o Vasco jogar no local são frequentes, muitas vezes com a justificativa de preservação do gramado. Desde 2019, mesmo sob Termo de Permissão de Uso, o clube já havia enfrentado a Justiça em diversas ocasiões para garantir seu mando.

Para este confronto decisivo, a Conmebol vetou São Januário devido à sua capacidade, inferior aos 30 mil lugares exigidos. O Batalhão Especializado em Policiamento em Estádios (Bepe) da Polícia Militar, por sua vez, considerou São Januário “inadequado” e indicou o Maracanã como a melhor opção para a partida, em função das características da competição e segurança.

O presidente do Vasco, Pedrinho, lamentou a situação publicamente, classificando-a como “covardia” com a instituição e a competição. Do outro lado, José Boto, diretor de futebol do Flamengo, expressou preocupação com o gramado e o uso do estádio: “É óbvio que nos preocupa o gramado e preocupa também um pouco eu preparar uma casa, pagar pela casa e ir outra pessoa usar a casa para fazer uma festa”.

Com a liberação garantida, o Vasco enfrentou o Boca Juniors no Maracanã, buscando confirmar sua vaga na final do torneio, após ter vencido a partida de ida por 1 a 0 na Argentina. A situação do uso do estádio por clubes fora do consórcio segue sendo um ponto de discórdia no futebol carioca.

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