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Venezuela em Alerta Máximo Após Chegada de Porta-Aviões Americano

G1

A Venezuela mobilizou suas forças armadas em exercícios militares abrangentes, abrangendo ar, terra e mar, em resposta à chegada do porta-aviões americano USS Gerald Ford à América Latina. A ação, descrita pelo governo venezuelano como uma “mobilização maciça”, ocorreu um dia após a chegada do navio.

O presidente Nicolás Maduro ordenou a integração da população, do Exército e do aparato estatal, enfatizando a necessidade de “preparo máximo” para defender a soberania do país. Maduro sancionou uma nova lei de defesa e convocou a nação a estar pronta para uma “luta armada”.

“Se nós, como república, como povo, tivermos de recorrer à luta armada para defender este sagrado patrimônio dos libertadores, devemos estar prontos para vencer, para triunfar pelo caminho do patriotismo e da coragem”, declarou Maduro no Parlamento. Ele ressaltou o desejo de paz, mas enfatizou a necessidade de preparação diante da “pressão máxima”.

O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, classificou os exercícios militares como uma resposta à “ameaça imperialista” representada pela presença militar dos EUA no Caribe.

A chegada do USS Gerald Ford, acompanhado por três destróieres e capaz de transportar até 90 aeronaves de combate, intensificou as tensões entre os dois países. Especialistas indicam que a movimentação sinaliza a disposição do presidente americano Donald Trump em utilizar força militar contra o governo de Maduro.

O USS Gerald Ford, o maior porta-aviões do mundo, entrou na “área de operações” da América Latina, conforme comunicado da Marinha dos EUA. Sua localização exata não foi divulgada por motivos estratégicos. O navio faz parte de uma operação ordenada por Trump, sob a justificativa de combater o narcotráfico na região, mas também vista como pressão sobre o regime de Maduro.

De acordo com a Marinha americana, o USS Gerald Ford é o mais moderno e tecnologicamente avançado porta-aviões dos EUA, integrando o arsenal em 2017. Sua pista de pouso e decolagem possui uma área três vezes maior que o gramado do Maracanã.

A presença militar americana no Caribe já é significativa, incluindo navios de guerra, jatos de combate, helicópteros de operações especiais e aviões bombardeiros. A escalada de tensões entre EUA e Venezuela inclui incidentes como bombardeios a barcos sul-americanos, levantando preocupações sobre possíveis operações militares americanas em território venezuelano.

Maduro estaria preparando o país para uma possível guerra de guerrilha em caso de invasão militar dos EUA, mobilizando armamentos e instruindo unidades do Exército a se dispersarem e se esconderem em caso de ataque. O governo venezuelano está em alerta máximo contra um eventual ataque direto do governo Trump, que já sugeriu a possibilidade de operações terrestres na Venezuela.

Fonte: g1.globo.com

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