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Polícia civil investiga denúncias de abuso sexual em escola particular de Petrópolis

G1

A Polícia Civil do Rio de Janeiro está conduzindo uma investigação sobre denúncias de abuso sexual contra crianças em uma escola particular conveniada ao município de Petrópolis. O caso, que corre sob segredo de Justiça devido à participação de menores de idade, foi registrado na 106ª Delegacia de Polícia, localizada em Itaipava. As investigações foram iniciadas após uma criança relatar à sua família que um homem teria tocado sua região íntima no ambiente escolar. Esse relato gerou uma série de ações por parte das autoridades competentes e da instituição de ensino.

Denúncia e investigação

O caso começou a ganhar destaque após uma criança, em um momento de confiança com seus familiares, relatar um ato de abuso. A menina identificou dois homens, por meio de fotografias, que estariam associados à escola. Após o relato, a criança apresentou comportamentos considerados atípicos, levando a família a buscar a direção da instituição para relatar o ocorrido. A partir desse ponto, a escola orientou a família a procurar o Conselho Tutelar e registrar a ocorrência na delegacia.

Ação do Conselho Tutelar

Renan Lima, conselheiro responsável pelo caso, informou que a equipe do Conselho Tutelar agiu prontamente ao receber a denúncia. A proteção da criança e de sua família se tornou prioridade, e o suposto abusador foi afastado imediatamente. A criança já foi acolhida e ouvida por profissionais do Núcleo de Atendimento Psicológico Especializado (NAP), que está encarregado de investigar a veracidade da denúncia. O Ministério Público estadual também foi notificado e está colaborando com a investigação.

Medidas de proteção e acompanhamento

Como parte das medidas de proteção, funcionários da escola envolvidos nas denúncias foram afastados cautelarmente. Além disso, o NAP, vinculado à Secretaria de Assistência Social do município, está acompanhando as crianças afetadas. A investigação abrange também aspectos de negligência, uma vez que as crianças podem ter sido expostas a situações de vulnerabilidade.

Nota da direção da escola

Em resposta às alegações, a direção da escola declarou que, até o momento, teve conhecimento de uma única denúncia e que todas as medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente foram seguidas. A instituição afirmou que acompanhou a família ao Conselho Tutelar e à delegacia para formalizar a denúncia. Além disso, destacou que os citados nas denúncias foram imediatamente afastados e que medidas de segurança foram reforçadas, incluindo a suspensão do uso de um espaço mencionado no relato e mudanças internas para aumentar a supervisão dos alunos.

Acompanhamento da prefeitura

A Prefeitura de Petrópolis, por meio da Secretaria de Educação, está atenta à situação, apesar de enfatizar que tanto os alunos envolvidos quanto os funcionários denunciados não fazem parte da rede municipal de ensino. A administração municipal está monitorando o caso, considerando que se trata de uma instituição conveniada ao município. A mantenedora da escola foi instruída a realizar o afastamento cautelar dos profissionais mencionados nas denúncias para preservar o ambiente escolar enquanto as investigações prosseguem.

Posição dos investigados

Os dois homens investigados negaram as acusações, afirmando que são improcedentes. Eles se colocaram à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações, demonstrando confiança de que os fatos serão esclarecidos. Enquanto isso, a Polícia Civil continua realizando diligências para apurar os detalhes do caso, mantendo a confidencialidade das informações por envolver menores.

Situação atual e próximos passos

A investigação segue em andamento, com o Conselho Tutelar monitorando as famílias e encaminhando o caso aos órgãos competentes da rede de proteção à infância e juventude. As autoridades estão comprometidas em garantir a segurança e o bem-estar das crianças envolvidas, enquanto as medidas de proteção estão sendo implementadas. A situação em Petrópolis destaca a importância de um sistema eficaz de proteção à infância e a necessidade de um acompanhamento rigoroso em casos de denúncias de abuso.

Fonte: https://g1.globo.com

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