O Corinthians enfrenta uma nova crise que une problemas financeiros e de imagem. A falha na renovação com o atacante Memphis Depay gerou uma dívida milionária e revolta geral no clube.
O que seria uma medida impopular, mas financeiramente razoável, transformou-se em um escândalo com o atacante cobrando R$ 77 milhões, prejudicando o vestiário e expondo a diretoria.
O clube, que acumula mais de R$ 2,7 bilhões em dívidas, necessita de controle de custos para evitar agravar sua situação. A não renovação com o holandês era, sob a ótica financeira, uma decisão compreensível diante do novo fair play financeiro da CBF.
O erro crucial, no entanto, não esteve na decisão em si, mas na condução do processo. A diretoria corintiana avançou em negociações, sondagens, propostas e até exames médicos, para, ao final, desistir do acordo.
Essa gestão equivocada expõe o clube a uma dívida que escalou de R$ 42 milhões para R$ 77 milhões, pois Depay, antes disposto a abrir mão de multas, agora exige o valor integral. Há ainda a possibilidade de ações judiciais por danos causados ao atleta, que recusou outras propostas.
Internamente, o clima no vestiário piorou. Jogadores observam o tratamento dado ao craque do time e questionam a própria situação. A situação foi ainda mais conturbada por ações de empresas terceirizadas.
A Fatal Fans, por exemplo, fez promessas públicas de aumento de patrocínio para tentar segurar o atacante, algo que, segundo a repórter Livia Camillo do Sport Insider, incomodou outros patrocinadores e atletas, a ponto de notificarem o clube.
A bagunça generalizada transformou uma decisão difícil em uma crise em cascata, com repercussões financeiras, jurídicas e de imagem para o Corinthians. O caso segue em apuração.