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Amiga de Lulinha faz depósitos a servidores de ministro do governo

A Polícia Federal (PF) apura depósitos feitos pela empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), a servidores de um ministério federal em 2023. As transações levantam suspeitas de tráfico de influência.

As mensagens, apreendidas no celular da empresária, apontam que os pagamentos foram direcionados a funcionários do Ministério do Desenvolvimento Social, chefiado por Wellington Dias, em meio a contratos milionários firmados pela pasta.

A investigação, revelada por O Estado de S.Paulo e O Globo, detalha que Luchsinger pediu a um funcionário que depositasse R$ 60 mil. Pelo menos R$ 20 mil foram para Ranniêr Costa Ciríaco, secretário-executivo adjunto da pasta.

Outro destinatário foi José Martinho Ferreira de Araújo, coordenador de cerimonial. Ele foi detido em 2014 com R$ 180 mil, fato que o ministro Wellington Dias minimizou na época, alegando ser seu motorista.

Após os depósitos, a empresa 3Structure IT, ligada a Cleber Ribas de Oliveira, fechou dois contratos com o ministério, somando mais de R$ 50 milhões. Mensagens sugerem que Lulinha orientou Luchsinger a emitir nota fiscal para Oliveira.

A defesa de Lulinha negou irregularidades, dizendo que ele "desconhece a natureza dos supostos pagamentos". A 3Structure IT alegou desconhecer os depósitos, enquanto a defesa de Luchsinger não comentou os "vazamentos".

O Ministério do Desenvolvimento Social não se manifestou. O caso segue sob apuração do Supremo Tribunal Federal (STF).

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