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EUA Acusam China de Manipular Preços de Minerais Chave Globalmente

Gazeta Brasil

Um relatório de um comitê da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos lança acusações contundentes contra a China, alegando manipulação dos preços globais de minerais críticos por décadas. O objetivo, segundo o documento, seria fortalecer a indústria manufatureira chinesa e expandir sua influência geopolítica.

O relatório, apoiado por legisladores de ambos os partidos, adverte sobre o poder da China nos mercados internacionais de matérias-primas estratégicas. O comitê, liderado por John Moolenaar e Raja Krishnamoorthi, argumenta que a posição dominante da China no processamento e comercialização de minerais críticos, como terras raras e lítio, dificulta a determinação dos preços reais desses insumos pelos Estados Unidos e seus aliados. A China é acusada de intervir nos mercados, elevando e reduzindo os preços para beneficiar sua economia e prejudicar a competitividade estrangeira.

Entre as recomendações propostas no relatório, destacam-se medidas como controles de preços e uma supervisão governamental mais rigorosa sobre as agências que divulgam os valores. O objetivo é transformar em lei ordens executivas recentes e conter a influência chinesa. O documento também questiona a precisão dos preços divulgados pela Bolsa de Metais de Londres (LME), cuja propriedade é da Hong Kong Exchanges and Clearing, alegando possível influência de Pequim.

Moolenaar enfatizou que as ações da China resultaram em perda de empregos na indústria americana, fechamento de empresas de mineração e comprometimento da segurança nacional. O governo chinês é acusado de ajustar deliberadamente os preços do lítio, distorcendo outros mercados estratégicos e afetando a participação internacional.

A Bolsa de Metais de Londres respondeu, afirmando que suas operações estão em conformidade com a legislação britânica e que os preços são determinados de forma transparente com base na atividade internacional.

O relatório surge após o anúncio da China da suspensão por um ano das restrições à exportação de materiais estratégicos, como terras raras, componentes para baterias de lítio e diamantes sintéticos industriais.

Paralelamente, o G7 anunciou o lançamento de 26 novos projetos para reduzir a dependência global da China na cadeia de suprimentos de minerais críticos. O ministro de Energia do Canadá, Tim Hodgson, descreveu a iniciativa como um compromisso para promover reformas no mercado mundial desses recursos estratégicos. Tae-Yoon Kim, da Internacional de Energia, alertou sobre os riscos econômicos e de segurança nacional decorrentes da forte concentração do refino de minerais críticos na China.

Fonte: gazetabrasil.com.br

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