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Do Haiti à Copa: atacante supera fome e inspira sua nação

O atacante Frantzdy Pierrot, da seleção do Haiti, viveu uma infância marcada pela fome e pela pobreza em Cabo Haitiano. Hoje, ele é a grande esperança de sua nação na Copa do Mundo.

Aos 31 anos, o jogador representa seu país no Mundial após 52 anos de ausência, carregando a expectativa de um povo em meio a uma grave crise humanitária.

Ainda criança, Pierrot jogava descalço nas ruas, muitas vezes sem ter o que comer, antes de se mudar para Boston, nos Estados Unidos, aos 11 anos. “Foi meio triste, mas eu sabia que minha vida mudaria”, recorda o atleta, que hoje atua pelo Caykur Rizespor, da Turquia.

Fã de Ronaldinho Gaúcho e Neymar, o atacante destaca a paixão dos haitianos pelo futebol brasileiro. “Metade da população do Haiti torce pelo Brasil. Esta é a primeira vez que eles podem torcer pelo Haiti”, afirma, ressaltando o orgulho de representar seu povo.

Ele se vê como um herói e exemplo para as crianças em sua cidade natal, Cabo Haitiano. Pierrot planeja visitar o país após a Copa para inspirar jovens e mostrar que é possível ir longe, mesmo em meio às adversidades.

O Haiti, que não disputava uma Copa do Mundo há 52 anos, se prepara para enfrentar o Brasil. A partida carrega um peso enorme para Pierrot e toda a delegação haitiana. O Haiti segue na competição em busca de resultados que levem esperança ao país.

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