Um ato político convocado por grupos de direita na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu apenas 95 pessoas na tarde desta sexta-feira (1º de maio de 2026), segundo levantamento do Poder360 no local. A manifestação ocorreu em meio a uma intensa disputa pelo uso da avenida no Dia do Trabalhador.
Com a Avenida Paulista reservada à direita, os grupos de esquerda realizaram seus protestos em outros pontos da capital paulista, como a Praça Roosevelt e a Praça da República. Organizadores do evento da direita minimizaram o baixo público, afirmando que a principal relevância era simbólica e relacionada à ocupação do espaço.
Mario Malta, um dos organizadores, declarou que não estavam preocupados com a 'massa', mas sim com a presença no local. Ele enfatizou a importância de ocupar o espaço onde, segundo ele, a esquerda costuma se manifestar.
A disputa pela utilização da Paulista no Dia do Trabalhador gerou discussões prévias. A deputada federal Erika Hilton (Psol) criticou o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) por supostamente tentar impedir a manifestação de trabalhadores na avenida.
Enquanto o ato da direita se concentrou em uma calçada, os movimentos da esquerda reuniram um público maior em outros locais. Mais de 300 pessoas foram contabilizadas na Praça Roosevelt e mais de 400 em um ato no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.
Entre as principais reivindicações dos atos de esquerda estava o fim da jornada de trabalho 6×1, um tema central para as pautas trabalhistas.
Houve um princípio de confusão na Avenida Paulista quando um casal de jovens fez gestos obscenos em frente ao ato da direita. A Polícia Militar interveio rapidamente, pedindo para que se retirassem do local e evitando maiores incidentes.
O debate sobre a ocupação dos espaços públicos no Dia do Trabalhador e a representatividade dos movimentos políticos segue em pauta na capital paulista, marcando o cenário político do país.
Fonte: https://www.poder360.com.br