O Ministério do Comércio da China declarou neste sábado que os acordos de tarifas, agricultura e aeronáutica, firmados durante a recente visita do presidente dos EUA, Donald Trump, são apenas 'preliminares'.
A declaração de Pequim modera o otimismo, após dias de conversas com o presidente Xi Jinping marcadas por pompa, mas com poucos detalhes concretos sobre os resultados comerciais e de investimento.
Trump deixou Pequim na sexta-feira (15) após dois dias de encontros. Segundo o ministério chinês, ambos os lados concordaram em criar um conselho de investimentos e outro de comércio. O objetivo é negociar reduções tarifárias recíprocas e específicas, além de cortes mais amplos em produtos não especificados, como os agrícolas.
Na área agrícola, Pequim e Washington se comprometeram a trabalhar para resolver barreiras não tarifárias e questões de acesso ao mercado. Os EUA, por exemplo, devem promover a resolução de preocupações chinesas sobre produtos lácteos e aquáticos, exportações de bonsai e o reconhecimento de Shandong como área livre de gripe aviária.
Em contrapartida, a China se compromete a solucionar as preocupações americanas relacionadas ao registro de instalações de carne bovina e à exportação de carne de aves de alguns estados dos EUA.
Contudo, o ministério chinês não divulgou detalhes sobre as empresas envolvidas, volumes, valores ou prazos para a concretização desses acordos. As negociações entre as duas potências seguem em apuração.