Os Estados Unidos iniciaram o deslocamento de 600 soldados do Exército para a América Latina. As tropas atuarão em exercícios e apoio direto ao combate ao tráfico de drogas no Panamá, Colômbia e Honduras.
A ação marca uma nova e mais ostensiva fase na campanha contra o narcotráfico transnacional, expandindo a presença militar americana na região e abrindo caminho para intervenções terrestres.
Os primeiros militares já desembarcam em uma base de treinamento na selva panamenha. Eles darão suporte a forças locais em ações de campo, além de proteger helicópteros e apoiar taticamente unidades policiais e militares.
Essa movimentação reflete uma expansão da presença militar de Washington no Hemisfério Ocidental. Drones de vigilância foram remanejados para a Colômbia e o Equador, e um novo comando de operações para a América Latina está sendo estruturado em Miami.
A intenção é ir além das interceptações marítimas, abrindo espaço para intervenções terrestres, segundo o general Francis L. Donovan, comandante das forças americanas na região. A estratégia é baseada no "Escudo das Américas", coalizão lançada pelo governo de Donald Trump.
Historicamente, a presença de tropas americanas em solo latino-americano sempre acende alertas diplomáticos sobre a soberania dos países e evoca um passado de intervenções. A escalada militar ocorre em um cenário global complexo, com as forças dos EUA já sob pressão em outras frentes.
A situação segue sendo monitorada, com autoridades expressando apreensão sobre metas claras e o risco de uma escalada imprevisível.
Fonte: https://gazetabrasil.com.br