O governo do Rio de Janeiro, através do governador Claudio Castro, comunicou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a preservação das imagens captadas pelas câmeras corporais utilizadas por policiais militares e civis durante a Operação Contenção. A ação policial, ocorrida em 28 de outubro, resultou em 121 mortes.
A informação foi encaminhada ao STF antes do prazo estabelecido pelo ministro para que o governo estadual apresentasse esclarecimentos sobre a operação.
Segundo o governador, 60 policiais utilizaram câmeras durante a operação, e as gravações desses equipamentos foram devidamente armazenadas. No entanto, ele ressaltou que algumas câmeras apresentaram falhas, resultando na inoperância de 30 equipamentos.
Castro assegurou que a Polícia Civil garantiu a preservação integral das gravações realizadas durante a operação, classificadas no modo Evidência. A Polícia Militar, por sua vez, requisitou à Diretoria de Infraestrutura e Tecnologia as medidas técnicas necessárias para a preservação de todas as imagens captadas pelas Câmeras Operacionais Portáteis (COPs) durante a ação.
O governador também informou que serão encaminhadas à Corte as cópias dos laudos necroscópicos das vítimas da operação, utilizando uma rede privada virtual (VPN) para a transmissão dos dados, devido ao “conteúdo sensível” dos documentos.
O governo do Rio defende que a Operação Contenção deve ser reconhecida como uma “política pública de defesa institucional”. A procuradoria do estado argumenta que a ação foi uma resposta institucional necessária e proporcional para combater o narcotráfico. O governo classificou a operação como um “divisor de águas” no enfrentamento à criminalidade, reafirmando o compromisso institucional com a paz social.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br