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Irmão de atacante em sinagoga de Michigan era comandante do Hezbollah

G1

O Exército de Israel revelou, neste domingo, que Ibrahim Ghazali, irmão de Ayman Mohamad Ghazali, o homem que atacou uma sinagoga em Michigan, era um comandante do Hezbollah e foi morto recentemente em um bombardeio israelense. O ataque à sinagoga, localizado próximo a Detroit, levantou preocupações sobre uma possível ligação entre o agressor e as tensões geopolíticas no Oriente Médio. As autoridades locais estão investigando o caso, enquanto o FBI se absteve de comentar sobre as alegações feitas pelas Forças Armadas israelenses. O incidente ocorre em um contexto de crescente violência na região, exacerbada por conflitos entre Israel e grupos militantes no Líbano.

O ataque à sinagoga em Michigan

O ataque ocorreu quando Ayman Ghazali, de 41 anos, dirigiu um carro em direção ao Temple Israel, que estava lotado de fiéis. Armado com um rifle e outros materiais, ele disparou contra a sinagoga após permanecer por aproximadamente duas horas em seu veículo. O ataque foi rapidamente contido por seguranças armados que estavam no local. Após a troca de tiros, Ghazali acabou se ferindo fatalmente ao disparar contra si mesmo, enquanto seu veículo pegava fogo. Milagrosamente, não houve feridos entre os frequentadores da sinagoga, graças ao reforço na segurança, que havia sido intensificado nos últimos meses.

Contexto da ação de Ayman Ghazali

Fontes indicam que Ayman Ghazali realizou o ataque após ter conhecimento da morte de seu irmão Ibrahim e de outros três membros da família em um bombardeio em Líbano. O ataque em Michigan é visto como uma reação emocional e violenta, em um panorama onde a violência no Oriente Médio se intensifica devido ao conflito entre Israel e o Hezbollah, um grupo militante apoiado pelo Irã.

Informações sobre Ibrahim Ghazali

Ibrahim Ghazali, segundo as Forças Armadas israelenses, era responsável por operações que envolviam o disparo de foguetes contra Israel. Ele foi morto em 5 de março, em um bombardeio que atingiu sua residência no Líbano. Além dele, foram confirmadas as mortes de seus filhos e de seu irmão Kassim durante o ataque. As informações sobre sua morte foram corroboradas por um funcionário libanês anônimo, que destacou a gravidade do bombardeio e suas consequências trágicas para a família.

Reação do Hezbollah

Em resposta à morte de Ibrahim, o Hezbollah emitiu um comunicado onde reconheceu a tragédia da perda, mas não negou as alegações sobre a conexão de Ibrahim com a organização. O grupo descreveu os irmãos Ghazali como árbitros de uma liga local de futebol e membros de um grupo de escoteiros, uma tentativa de humanizar as vítimas do bombardeio e de destacar a normalidade de suas vidas antes da tragédia.

Investigação em andamento

O FBI, que lidera a investigação do ataque à sinagoga, ainda não classificou o ato como terrorismo, apesar de considerá-lo uma violência contra a comunidade judaica. A investigação está em andamento e as autoridades estão analisando as ligações de Ayman Ghazali com eventos recentes no Líbano. O porta-voz do FBI, Jordan Hall, afirmou que a agência evitará comentar sobre os detalhes até que a investigação seja concluída.

Histórico de Ayman Ghazali nos EUA

Ayman Ghazali chegou aos Estados Unidos em 2011, obtendo um visto de familiar imediato como cônjuge de uma cidadã americana. Em 2016, ele se naturalizou. Ele vivia em Dearborn Heights, um subúrbio de Detroit, e a sua vida nos EUA parecia estar longe da violência que envolvia seus parentes no Líbano. O ataque à sinagoga, portanto, levanta questões sobre como conflitos internacionais podem ressoar em comunidades locais.

Fonte: https://g1.globo.com

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