O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou o bloqueio provisório de bens da LP Administradora de Bens, empresa que detém parte do patrimônio da família Fares, controladora da rede Marabraz. A decisão, tomada pelo desembargador Roberto Nussinkis Mac Cracken, veio à tona recentemente.
A medida ocorre em meio a uma disputa familiar interna e ao pedido de recuperação judicial da própria Marabraz, que enfrenta um passivo superior a R$ 140 milhões.
A decisão atendeu a um recurso apresentado pelos irmãos Nasser e Jamel Fares, filhos do fundador da Marabraz, Abdul Hamid Fares. Eles buscam que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) analise o caso, que questiona a transferência de quotas da LP Administradora para os netos do fundador, Abdul e Nader Fares.
Conforme apurado inicialmente pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, a defesa de um dos herdeiros alegou que não havia risco para justificar o bloqueio, argumentando que o patrimônio da LP não se confunde com o da Marabraz. No entanto, o desembargador restabeleceu a indisponibilidade das quotas e imóveis, embora tenha rejeitado uma intervenção judicial na empresa.
A complexa situação familiar se intensifica com o pedido de recuperação judicial da Marabraz, protocolado em agosto. O processo, que envolve cinco empresas ligadas à varejista, busca renegociar dívidas que somam cerca de R$ 140,188 milhões.
Em nota divulgada anteriormente ao Poder360, a Marabraz confirmou o pedido e assegurou a continuidade de suas operações. A empresa afirmou que a medida é responsável e visa à reestruturação para garantir a manutenção dos negócios e empregos.
A situação dos bens e a recuperação judicial da Marabraz seguem sendo acompanhadas pela Justiça.