Ministros de Relações Exteriores da Otan se reuniram nesta semana, na Suécia, para reforçar a cobrança por mais investimentos em defesa entre os países-membros.
A pauta esquentou com as ameaças de Donald Trump de deixar a aliança, alegando que os EUA bancam a defesa de outros, e a guerra na Ucrânia, que alertou a Europa sobre gastos militares.
O compromisso de investir pelo menos 2% do PIB em defesa, antes informal, ganhou urgência após a invasão russa à Ucrânia, segundo análise do editor de Internacional da CNN, Diego Pavão. Ele destacou que países como Polônia (4,3%), Lituânia (4%) e Letônia (3,7%) já superam a meta, impulsionados pela proximidade com o conflito e temor de expansão russa. Os Estados Unidos lideram em valores absolutos, com 3,2% do PIB.
Trump critica a dependência europeia, mas Pavão aponta que nações como Canadá e Espanha ainda estão abaixo dos 2%. O especialista também lembra que a Europa gasta bilhões com refugiados e terrorismo, além de ser grande compradora de armamentos americanos, impulsionando a indústria dos EUA.
O debate sobre o aumento dos gastos em defesa deve seguir intenso nas próximas cúpulas da Otan.