A Paróquia São João Batista, um marco histórico de Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, teve suas atividades suspensas após uma avaliação da Defesa Civil, nesta terça-feira (21), que apontou risco iminente de colapso. A igreja, erguida no século XVII e localizada na Praça Marechal Floriano Peixoto, no centro da cidade, apresenta sérios problemas estruturais no telhado, representando um perigo para fiéis e transeuntes.
A interdição ocorreu após solicitação do pároco, Padre Rafael Costa de Oliveira, motivada pelo desprendimento de telhas na nave principal. A inspeção confirmou a necessidade de fechamento preventivo do templo, que possui mais de 300 anos.
A avaliação técnica, realizada com o auxílio de equipamentos aéreos, revelou deterioração na cobertura, incluindo telhas soltas, suportes danificados e ausência de laje estrutural sob o telhado. O laudo apontou risco de colapso parcial, levando à interdição da igreja e seu perímetro.
De acordo com o pároco, o telhado já apresentava problemas há alguns anos. Intervenções pontuais foram realizadas, como a substituição de telhas, e fiscalizações foram solicitadas periodicamente às autoridades. No entanto, a última inspeção revelou a gravidade da situação.
A restauração da paróquia enfrenta entraves burocráticos, uma vez que o edifício é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Uma licitação para a execução das obras foi realizada ainda em janeiro de 2024, mas os trabalhos não foram iniciados. A paróquia, por meio de suas redes sociais, informou que comunicou o Iphan sobre a gravidade da situação.
O secretário municipal de Defesa Civil, Coronel Ricardo dos Santos Nunes, enfatizou a importância da vistoria para evitar acidentes e garantir a segurança da população. Ele ressaltou o risco de queda de telhas e comprometimento da estrutura, informando que o Iphan foi notificado sobre a necessidade urgente de obras de recuperação.
Enquanto a restauração não é realizada, as atividades religiosas foram transferidas para a matriz auxiliar, localizada na rua atrás da igreja principal. A medida visa garantir a continuidade dos serviços religiosos e a segurança dos fiéis.
A interdição da paróquia despertou na comunidade local a preocupação com a preservação do patrimônio histórico e cultural. Frequentadores lamentam a deterioração do templo e clamam por auxílio das autoridades.
Fonte: odia.ig.com.br