O candidato ao Governo do Rio, Douglas Ruas (PL), defendeu a presença permanente do Estado em comunidades cariocas e criticou a retirada das forças de segurança após a operação que resultou em 122 mortes nos complexos do Alemão e da Penha em outubro de 2022.
Em sabatina, Ruas afirmou que a ação representou uma chance desperdiçada para o poder público fixar suas ações e serviços nas regiões dominadas pelo crime organizado.
Se eleito, Ruas prometeu criar um gabinete de ações integradas para enfrentar a criminalidade. Ele enfatizou que o erro foi o Estado não permanecer. "No meu governo, o Estado vai entrar e não vai sair mais. Tem que fincar uma bandeira ali e garantir que o crime organizado não manda em um palmo desse território", declarou o candidato.
O candidato comparou a situação do estado a um "cenário de guerra", onde o reconhecimento e o enfrentamento são cruciais para devolver o Rio à população, vencendo o crime organizado.
Sobre a segurança pública, Ruas se manifestou contra o modelo de gratificação "Faroeste", que beneficiava policiais por mortes em serviço. Em vez disso, propôs um bônus por desempenho, focado na retomada de territórios e na garantia do direito de ir e vir dos moradores.
Ele também defendeu que o Estado não puna policiais que agem em legítima defesa, mas foi questionado sobre a responsabilização em casos de erro, citando o episódio de São Gonçalo onde trabalhadores foram atingidos por engano.
As propostas de segurança pública do candidato seguem em debate no cenário eleitoral do Rio de Janeiro.