A taxa de sindicalização no Brasil apresentou nova queda em 2024, atingindo 8,9% dos trabalhadores ocupados. O dado, divulgado nesta quarta-feira (19), revela o menor patamar em 12 anos, representando uma diminuição expressiva em relação a 2012, quando 16,1% da força de trabalho era filiada a sindicatos.
O levantamento aponta que, dos 101,3 milhões de brasileiros ocupados em 2024, apenas 9,1 milhões são sindicalizados. A pesquisa indica que o declínio na adesão a sindicatos se intensificou a partir de 2016, ano marcado por uma retração na população ocupada. Apesar da recuperação do mercado de trabalho nos anos seguintes, a filiação sindical não acompanhou o ritmo.
A queda é atribuída a fatores como o aumento do trabalho informal, contratos temporários no setor público e as mudanças introduzidas pela reforma trabalhista de 2017. Em 2023, o país já havia registrado a menor taxa de sindicalização da série histórica, com 8,4%.
Regionalmente, o Sul lidera com 9,8% de trabalhadores sindicalizados, enquanto o Centro-Oeste apresenta a menor taxa, com 6,9%. Houve um aumento na participação tanto de homens (de 8,5% para 9,1%) quanto de mulheres (de 8,2% para 8,7%) entre 2023 e 2024. No Nordeste, as mulheres superam os homens em filiação sindical, com 10% contra 8,9%.
A escolaridade também se mostra um fator determinante. A maior taxa de sindicalização é observada entre trabalhadores com ensino superior completo (14,2%), enquanto a menor taxa está entre aqueles com ensino fundamental completo ou médio incompleto (5,7%).
O setor de agricultura, pecuária, pesca, produção florestal e aquicultura foi o único a registrar queda na taxa de sindicalização em relação a 2023, passando de 15% para 14,8%. Outros setores com taxas acima de 10% são administração pública, educação, saúde e serviços sociais (15,5%) e indústria geral (11,4%). Todos os setores econômicos apresentaram queda na comparação com 2012, com destaque para transporte, armazenagem e correio, que passou de 20,7% para 8,3%.
Fonte: gazetabrasil.com.br