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Tenente-coronel é réu por feminicídio e acusado de assédio sexual

Tenente-coronel da PM de São Paulo Geraldo Leite Rosa Neto

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu no processo de feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, enfrenta novas acusações de assédio sexual. A denúncia foi feita por uma colega de trabalho, que formalizou o caso no Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), com pedido de sigilo devido a temores de retaliação. O advogado da família de Gisele, José Miguel da Silva Júnior, revelou que a policial alegou ter sido perseguida após rejeitar uma proposta de beijo por parte de Neto, que também transferiu a colega para outro batalhão, causando desconforto e prejuízos à sua rotina.

Acusações de assédio sexual

A policial militar que denunciou o tenente-coronel narrou ao MP que, após recusar o avanço de Neto, começou a ser alvo de perseguições. De acordo com o advogado, a transferência para um batalhão mais distante foi uma forma de retaliação. A denúncia, realizada no segundo semestre do ano passado, ocorreu enquanto Neto ainda estava casado com Gisele, que foi encontrada morta em fevereiro de 2023.

O relato da vítima

Na denúncia, a colega de trabalho descreve o desconforto que sentiu após a abordagem indesejada. O advogado da vítima ressaltou que o temor de represálias motivou o pedido de sigilo, evidenciando um ambiente de insegurança dentro da corporação. A transferência para um local mais distante aumentou as dificuldades logísticas da policial, evidenciando a gravidade do que considera uma ação retaliatória.

O caso de Gisele Alves Santana

Gisele Alves Santana foi encontrada morta em seu apartamento no Brás, em São Paulo, no dia 18 de fevereiro. Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, seguindo a versão apresentada por Neto no boletim de ocorrência. No entanto, as circunstâncias da morte levaram a uma reavaliação da situação, resultando em acusações formais de feminicídio e fraude processual contra o tenente-coronel, que foi preso no dia 18 de outubro.

Circunstâncias da morte

Segundo um relatório da Polícia Civil, Neto teria imobilizado Gisele e disparado contra sua cabeça. O corpo da vítima foi encontrado em uma posição que gerou suspeitas sobre a versão de suicídio apresentada por Neto. Ele alegou que estava no banheiro quando ouviu um barulho e encontrou Gisele caída no chão com a arma na mão, afirmando que ela se suicidou após a solicitação de divórcio.

Desdobramentos legais

As autoridades e a Polícia Militar de São Paulo não se pronunciaram oficialmente sobre as novas acusações de assédio sexual contra Neto. O caso de Gisele continua em investigação, e a defesa do tenente-coronel nega qualquer envolvimento com a morte da esposa. A situação é complexa e envolve questões de gênero e poder dentro da estrutura da polícia, levantando preocupações sobre a cultura organizacional e a proteção das mulheres dentro da corporação.

Fonte: https://jovempan.com.br

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