O governo Donald Trump destinou US$ 1 milhão para um projeto no Brasil, visando combater o que classificava como 'lawfare e censura' e questionar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi revelada nesta quinta-feira (1º) por documentos obtidos pelo jornal britânico The Guardian.
Batizado de 'Countering Lawfare and Censorship in Brazil', o programa apoiava organizações da sociedade civil que se opunham a decisões da Corte e integrava um pacote de US$ 176,9 milhões para pautas conservadoras.
Segundo o The Guardian, o financiamento tinha como alvo direto as ações do Supremo Tribunal Federal. O jornal britânico também revelou que houve pressão de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, para que o governo americano aplicasse sanções ao ministro Alexandre de Moraes.
Este repasse de US$ 1 milhão não foi um caso isolado. Ele fazia parte de um conjunto de 43 transferências, totalizando US$ 176,9 milhões, realizadas pelo Departamento de Estado para apoiar pautas conservadoras e de direita. Os recursos vieram do Fundo de Direitos Humanos e Democracia (HRDF), que recebeu US$ 205 milhões do Congresso.
Entre os maiores beneficiados, a Victims of Communism Memorial Foundation recebeu US$ 40 milhões. Outros projetos incluíram apoio a grupos na Europa contra a 'ideologia de gênero', iniciativas sobre imigração e proteção a cristãos na Nigéria, além de questionamentos sobre a confiabilidade de veículos de imprensa.
A destinação dos valores foi formalizada mesmo diante do bloqueio mantido pela senadora democrata Jeanne Shaheen, da Comissão de Relações Exteriores do Senado, sobre US$ 22 milhões em repasses.
Fonte: https://gazetabrasil.com.br