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Trump Sanciona Petro: Presidente da Colômbia Acusado de Ligação com Narcotráfico

G1

O governo dos Estados Unidos, sob a administração Trump, impôs sanções ao presidente da Colômbia, Gustavo Petro, nesta sexta-feira. A medida, anunciada pelo Tesouro americano, implica no bloqueio de bens pertencentes a Petro, à primeira-dama e a um de seus filhos em território americano.

O Tesouro justificou as sanções alegando envolvimento de Petro com o narcotráfico, embora sem apresentar evidências concretas para sustentar a acusação. As sanções econômicas surgem em um contexto de troca de ofensas entre Petro e Trump, desencadeada pelas críticas públicas do presidente colombiano aos ataques americanos a embarcações no Caribe e no Oceano Pacífico. Petro acusou o governo dos EUA de realizar “execuções extrajudiciais”, enquanto Trump o rotulou de “líder narcotraficante”.

Em resposta, Petro negou as acusações e afirmou que combate o narcotráfico há décadas, prometendo não se render às pressões. Ele confirmou que ele, seus filhos e sua esposa foram incluídos na lista da OFAC (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros).

As sanções determinam o congelamento de quaisquer bens que Petro, seu filho Nicolas Petro Burgos, a primeira-dama Veronica Garcia e Armando Villaneda possuam nos Estados Unidos, incluindo empresas registradas em seus nomes. A medida também proíbe cidadãos americanos de realizar negócios com eles.

O governo americano alega que Petro permitiu que cartéis de drogas prosperassem na Colômbia e proporcionou benefícios a organizações narcoterroristas, resultando em “níveis recordes de cultivo de coca e produção de cocaína”. O Tesouro americano classificou o filho de Petro, a primeira-dama e Villaneda como facilitadores das ações do presidente colombiano.

O Tesouro americano também mencionou a comparação feita por Petro entre cocaína e uísque, em fevereiro, quando ele afirmou que “cocaína não é pior que uísque” ao criticar a abordagem do governo dos EUA no combate às drogas consumidas pelos americanos.

Recentemente, Petro acusou o governo americano de cometer “execuções extrajudiciais” em seus ataques no Caribe e no Oceano Pacífico, argumentando que os supostos traficantes de drogas deveriam ser levados à Justiça, e não mortos. Desde o início de setembro, os EUA têm atacado embarcações suspeitas de transportar drogas, resultando em um número significativo de mortos. A Colômbia alega que, durante essas operações, os Estados Unidos violaram águas nacionais e assassinaram um pescador colombiano.

Os Estados Unidos retiraram a Colômbia da lista de países aliados na luta contra o narcotráfico neste ano e revogaram o visto de Petro e de vários de seus funcionários.

Fonte: g1.globo.com

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