O funeral do ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, atraiu um grupo seleto de figuras proeminentes da política americana, unindo ex-presidentes e ex-vices de diferentes espectros partidários na Catedral Nacional de Washington nesta quinta-feira (20).
Na primeira fila da cerimônia, o ex-presidente republicano George W. Bush e o atual presidente democrata Joe Biden estiveram presentes, acompanhados por suas respectivas esposas. A vice-presidente Kamala Harris e o ex-vice-presidente Mike Pence também se juntaram ao grupo, marcando uma demonstração de união bipartidária em meio ao luto.
Contudo, a ausência de Donald Trump e seu atual vice, J.D. Vance, chamou atenção, visto que nenhum dos dois foi convidado pela família Cheney para comparecer ao funeral.
Dick Cheney, que serviu como vice-presidente durante a administração Bush, era conhecido por suas críticas ao ex-presidente Trump. Surpreendentemente, Cheney manifestou apoio à candidatura de Kamala Harris nas últimas eleições presidenciais, apesar de sua própria filiação ao Partido Republicano.
Ao ser questionado sobre Cheney em um evento na manhã de quinta-feira, J.D. Vance reconheceu a importância do ex-vice-presidente: “Obviamente existem algumas divergências políticas, mas ele foi um homem que serviu ao seu país. Desejamos, certamente, tudo de bom para a família dele neste momento de luto”.
Após a morte de Cheney, a Casa Branca hasteou suas bandeiras a meio mastro, conforme exigido por lei. No entanto, Donald Trump não emitiu a proclamação presidencial que geralmente acompanha o falecimento de figuras notáveis, nem comentou publicamente sobre seu falecimento.
Cheney faleceu aos 84 anos, devido a complicações de pneumonia e doenças cardíacas e vasculares, segundo informações divulgadas por sua família.
Liz Cheney, filha mais velha do político e ex-membro de alto escalão da Câmara dos Representantes dos EUA, evitou mencionar Trump diretamente, mas fez uma referência indireta ao falar sobre seu pai durante a missa: “Os laços partidários devem sempre ceder ao único laço que compartilhamos como americanos”.
Fonte: g1.globo.com